E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Ontem foi anunciado que o BES registou no primeiro semestre um prejuízo de 3.577 milhões de Euros.

Como consequência do que fora anunciado, na Bolsa, o tombo das ações foi de 42,07%, caindo estas para um mínimo histórico de 20,1 cêntimos.

Mas que mais irá acontecer? A novela segue dentro de momentos.

Com uma almofada financeira de dois mil milhões, que milagre se espera?

Ao longo dos anos, o BES, tem estado envolvido em negociatas que quase sempre, na sua grande maioria, terminaram com investigação judicial. Vejam o que a este respeito é dito pelo professor universitário Paulo Morais: “Surgiu envolvido no negócio corrupto de aquisição de submarinos aos alemães, foi fundamental na operação Furacão, ainda responsável pelo abate ilegal de sobreiros que permitiu o negócio imobiliário da “Vargem Fresca”. Na recente privatização da EDP, traficou influências a favor dos chineses, que assessorou no processo. Também além-fronteiras o BES estende os seus tentáculos. Foi o banco principal no processo Mensalão, caso de podridão política no Brasil. Está na mira das autoridades espanholas, acusado de ocultar informação relevante. Os seus negócios multimilionários com o fundo de petróleo de Angola são investigados”.

Com toda esta movimentação no mundo do negócio, em que o BES se envolveu, como é possível chegar à situação em que se encontra?

A obsessão pela riqueza só poderia dar - suicídio económico.

Terminamos com o texto escrito pelo professor universitário Carlos Paz:

 

A HISTÓRIA DO BANCO DO MEU AVÔ

"Vamos IMAGINAR coisas…

Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”.
Assim, endividaram o País até entrar em banca-rota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado.
Entre este, estava o Banco do meu avô.

E, continuando a IMAGINAR coisas…

A minha família tinha investido o dinheiro que tinha tirado de Portugal em propriedades na América do Sul. Como não acreditávamos nada em Portugal, nenhum de nós quis vender qualquer das propriedades ou empatar qualquer das poupanças da família. Mas, queríamos recomprar o Banco do meu avô.
Então, viemos a Portugal e prometemos aos políticos que estavam no poder e na oposição, que os iríamos recompensar (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) por muitos anos, se eles nos vendessem o Banco do meu avô muito barato.
Assim, conseguimos que eles fizessem um preço de (vamos imaginar uma quantia fácil para fazer contas) 100 milhões, para um Banco que valia 150.
Como não queríamos empatar o “nosso” dinheiro, pedimos (vamos imaginar uma quantia) 100 milhões emprestados aos nossos amigos franceses que já tinham ganho muito dinheiro com o meu avô. Com os 100 milhões emprestados comprámos o Banco (o nosso dinheiro, que tínhamos retirado de Portugal, esse ficou sempre guardado).
E assim ficámos donos do Banco do meu avô. Mas tínhamos uma dívida enorme: os tais 100 milhões. Como os franceses sabiam que o Banco valia 150, compraram 25% do Banco por 30 milhões (que valiam 37,5 milhões) e nós ficámos só a dever 70 milhões (100-30=70). Mesmo assim era uma enorme dívida.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Tal como combinado, viemos para Portugal e começámos a cumprir o que tínhamos prometido aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os familiares e para os próprios nos momentos em que estavam na oposição, etc…).
Como ainda tínhamos uma grande dívida, resolvemos fazer crescer mais o Banco do meu avô. 
Assim, fomos falar com uma nova geração de políticos e prometemos todo o tipo de apoios (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se nos dessem os grandes negócios do Estado.
E eles assim fizeram. E o Banco do meu avô, que tinha sido vendido por 100, quando valia 150, valia agora 200 (por passarem por ele os grandes negócios do Estado).
Mas, mesmo assim, nós ainda devíamos 70 milhões (e tínhamos de pagar, pelo menos uma parte dessa dívida, caso contrário, os franceses ficavam com o Banco do meu avô).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

O meu tio, que era presidente do Banco do meu avô, reformou-se. Nessa altura a família estava preparada para nomear um dos meus primos para presidente. Eu queria ser presidente e prometi à família toda um futuro perpétuo de prosperidade se me nomeassem a mim como presidente.
E assim foi. Fui, finalmente, nomeado presidente do Banco do meu avô.
Mas era preciso pagar uma parte da dívida aos franceses. Podíamos vender uma parte do Banco em Bolsa, mas deixávamos de mandar (logo agora que eu era presidente – não podia ser assim).

Então desenhei um plano:
Criei uma empresa, chamada “Grupo do meu avô” (em que a minha família tinha 100% do capital) e passei os nossos 75% do Banco (25% eram dos franceses) para essa nova empresa.
Assim, a família era dona de 100% do “Grupo” que era dono de 75% do Banco.
Falei com os franceses e combinei mudarmos os estatutos do Banco: quem tivesse 25% mandava no Banco (e os franceses não se metiam, a não ser para decidir os dividendos que queriam receber).
Assim, como o Banco agora valia 200, vendemos 50% na Bolsa por 100 (metade dos 200). Com 50 capitalizámos o Banco. Os restantes 50 tirámos para nós (37,5 para a família e 12,5 para os franceses).
Demos também os nossos 37,5 aos franceses e assim ficámos só a dever 32,5 milhões (70-37,5). Ainda era uma grande dívida, mas continuávamos a mandar no Banco do meu avô (apesar da nossa empresa “Grupo do meu avô” só ser dona de 25% - os franceses tinham outros 25% e os restantes 50% estavam dispersos por muitos acionistas).
Ainda tínhamos uma enorme dívida de 32,5 milhões. Mas, a verdade é que continuávamos a mandar no Banco do meu avô e tínhamos transformado uma dívida inicial de 100 em outra de 32,5 (sem termos gasto um tostão da família – o nosso dinheiro continua, ainda hoje, guardado na América do Sul). Convenci-me, nessa altura, que era um génio da finança!

Continuemos a IMAGINAR coisas…

A certa altura, o crédito tornou-se uma coisa muito barata. Eu sabia que tínhamos um limite original de 100 milhões e já só devíamos 32,5 milhões. Assim, a empresa “Grupo do meu avô” voltou a endividar-se: pediu mais 67,5 milhões (voltámos a dever 100 milhões) e desatei a comprar tudo o que fosse possível comprar.
Tornei-me assim, o dono disto tudo (o Banco do meu avô, a Seguradora do meu avô, a Meu avô saúde, a Meu avô hotéis, a Meu avô viagens, a Construtora do meu avô, a Herdade do meu avô onde se brinca aos pobrezinhos, etc…).
Entretanto fui pagando as minhas promessas aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os momentos em que estavam na oposição, etc…).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas havia agora uma nova geração de políticos. Fui falar com eles e garanti que os apoiaria para o resto da vida (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se eles continuassem a fazer passar os grandes negócios do Estado pelo Banco do meu avô.
Mas, tive azar: houve uma crise financeira internacional.
Deixou de haver crédito. Os juros subiram. Os credores queriam que o Grupo do meu avô pagasse a dívida.
E, além disso tudo, deixou de haver os grandes negócios do Estado.
Mas eu, que me achava um génio da finança e que já estava habituado a ser o dono disto tudo, não queria perder a minha posição de presidente do Banco do meu avô.
Tinha de arranjar uma solução. Fui à procura, e encontrei em África, quem tinha dinheiro sujo e não se importava de investir e deixar-me continuar a mandar e a ser dono disto tudo.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Resolvi então criar uma nova empresa: a “Rio do meu Avô” que passou a ser dona de 100% do capital da “Grupo do meu avô”, que era dona de 25% do “Banco do meu avô”. E eu que era dono disto tudo passei a ser o presidente disto tudo.
Fiz uns estatutos para o “Grupo do meu avô” que diziam que quem tivesse 25% mandava na empresa. Vendi 20% aos Angolanos e 55% na Bolsa. A “Rio do meu avô” ficou assim dona de 25% do “Grupo do meu avô” (mas mandava como se tivesse 100%). A “Grupo do meu avô”, dona de 25% do “Banco do meu avô” (mandava como se tivesse 100%).
Assim, a minha família já só tinha 5% (25% de 25%) do “Banco do meu avô” (mas eu continuava a mandar como se tivéssemos 100%). Já não havia dúvidas: eu era mesmo um génio da finança.

Com os 75 milhões da venda do “Grupo do meu avô” (aos Angolanos e na Bolsa), paguei uma parte da dívida. Mas, na verdade, ainda tínhamos uma dívida de 25 milhões (e continuávamos a não querer mexer no nosso dinheiro – esse continua bem guardado na América do Sul). 

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas as coisas continuaram a correr mal. Se calhar eu não sou assim tão grande génio da finança. Todos os nossos negócios dão prejuízo (até mesmo o Banco do meu avô). Raio de azar. Ainda por cima, a crise não acaba. 

Fiz então o meu último golpe de génio. Convenci todos os bons clientes a comprarem ações do Banco do meu avô, para aumentar o capital sem ter de endividar mais a “Rio do meu avô” (e sem ter de tocar no dinheirinho da família, que continua bem guardado na América do Sul).

Mas os franceses queriam o dinheiro deles. Então, como presidente do Banco do meu avô, emprestei dinheiro deste ao Grupo do meu avô e à Rio do meu avô. Assim pagámos aos franceses. Mas ficámos com um problema: o Banco do meu avô está completamente arruinado.

Tinha de arranjar uma solução!

Fui falar com os novos políticos com uma proposta: reformo-me, dou lugares de Administração a uma série de políticos do partido do Governo e eles que resolvam o problema do Banco do meu avô.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Os políticos aceitaram a minha proposta (aceitam sempre que se fala de lugares de Administração).
Finalmente reformei-me. Ainda somos donos de 5% do Banco do meu avô e de uma série de outros negócios (sustentados pelas dívidas ao Banco do meu avô).
Tudo isto sem termos gasto um tostão (o dinheiro da família continua todo guardado na América do Sul).

E, tomei a última medida antes de me reformar: atribuí a mim próprio uma reforma de um milhão de euros por ano (para as despesas correntes).

E, assim, acabou a história IMAGINADA do Banco do meu avô.

**************

Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?"

 

Os ricos fazem a crise mas os pobres é que a pagam!

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 17:48

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

"Dia 2 de Agosto, sábado, a Feira de Artesanato volta ao Largo dos Bombeiros, junto ao Posto de Turismo de Mação.
Nos meses de Primavera e Verão Mação recebe as Feiras de Artesanato no primeiro sábado do mês. Os artesãos do Concelho reúnem-se ali para mostrar e vender as suas artes que vão das pinturas em tecido às rendas, malas, colares e todo o leque de bijuterias, arranjos florais, trabalhos em madeira, licores e muito mais. Os Bombeiros vendem café, bolos e pão e há pinturas faciais para os mais novos. 
De referir que esta iniciativa da Câmara Municipal teve início em 2011, no âmbito da reabertura do Posto de Turismo visando promover o trabalho dos artesãos do Concelho de Mação, proporcionando-lhes um espaço para a venda dos seus trabalhos."

Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 11:38

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014
                                                                                                Expresso Diário

Que santinhos eram os gestores do BES.

Durante anos, dominaram o mundo dos negócios e tinham nas suas mãos as rédeas, com as quais procuravam controlar aqueles que nos foram governando.

Da sua boca vomitavam constantemente sinais de grande capacidade na gestão bancária e projetavam no teatro da ilusão, um BES com uma forte e saudável solidez financeira.

Repentinamente, após um dia calmo e morno, eis que começa a relampejar com uma certa intensidade. Bruscamente, ecoa um trovão que faz estremecer nossos corações e simultaneamente, provoca desequilíbrio na “cantareira” e transforma toda a loiça em “cacos”.

Que azar tiveram aqueles senhores banqueiros que até ao momento nunca tinham partido um prato.

Será que está a nascer um novo BPN? A ser verdade, eu recuso-me a pagar!

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 20:18



Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 20:12

Domingo, 27 de Julho de 2014

A situação que o País vive e em especial no BES, leva-nos constantemente a meditar um pouco e a ler tudo o que a este respeito vai sendo publicado.

No campo económico, em que a vida parece uma dança, na qual os bailarinos – banqueiros, negociantes, políticos e governantes se cruzam constantemente em números de alto risco encenados a preceito, vale a pena recordar o texto escrito por Henrique Monteiro publicado no semanário Expresso com o título – O Poema “Quadrilha” e Salgado.

TEXTO

Não admira que o País tenha chegado a onde chegou…

Os ricos fizeram a crise e os pobres pagam-na.

 “Toma lá que és democrata”

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 16:55

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

No âmbito do processo “Monte Branco”, Ricardo Salgado, antigo presidente do BES foi ontem detido e ouvido pela justiça.

Pelo facto de ter havido um juiz, homem com “H” grande, com a coragem de enfrentar sem tremuras uma figura de tamanho mediatismo, as redes sociais foram “afogadas” com os mais diversos comentários, quase todos eles louvando tamanho ato “heroico”.

Esperamos que com a queda deste “império”, a economia que aos poucos nos vai manietando, faça converter os seus mentores, de forma a que, com ideias rejuvenescidas, nos “sirvam” uma economia mais justa e democrática, varrendo da sociedade a economia dos privilégios.

A abordagem ao tema foi numerosa e bastante variada. No entanto, entendemos publicar um artigo divulgado no jornal Negócios ( online), que apreciámos bastante.

 

Amorim Lopes

TEXTO

"Chamam-lhe "superjuiz". E a razão é simples: neste País, não há grande processo de criminalidade económica e financeira que não lhe passe pelas mãos.

Nos últimos anos, os chamados crimes de "colarinho branco" que maior notoriedade pública registaram contam com as intervenções do juiz Carlos Alexandre.

 

É este o homem que, esta manhã, se responsabilizou por interrogar o antigo presidente do BES, no âmbito do processo conhecido por Monte Branco. As suspeitas sobre Ricardo Salgado dirão respeito, sobretudo, tal como avançou o Negócios, às transferências de 14 milhões de euros que o antigo banqueiro recebeu do construtor José Guilherme.

 

Como magistrado judicial responsável pelo Tribunal Central de Investigação Criminal, Carlos Alexandre trabalha a par e passo com o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e o seu nome ficará associado a casos de grande impacto público, como o já referido Monte Branco, mas também as operações Furacão, Portucale, Face Oculta, BPN ou Remédio Santo.

 

Admirado e odiado

 

No mundo da advocacia, há quem o admire, mas também quem o odeie. Se alguns dos actores da Justiça que lidam ou já lidaram com Carlos Alexandre lhe chamam "Mourinho da Justiça", por causa da sua obstinação, há porém quem prefira, de forma pejorativa, designá-lo como o "Garzón português", acusando-o de gostar de protagonismo.

 

O juiz espanhol Baltazar Garzón, conhecido mundialmente pelo arrojo em desafiar os mais poderosos, teve também a seu cargo a responsabilidade de conduzir processos relacionados com crimes de "colarinho branco". Foi o caso da investigação das suspeitas de lavagem de dinheiro que penderam, na última década, sobre o grupo financeiro espanhol BBVA.

 

Afinal, no caso de Carlos Alexandre, foram as suas intervenções nos casos mais mediáticos de criminalidade económica e financeira as causas directas do seu protagonismo público. Ele que se iniciou no mundo do Direito e da Justiça depois de completar a licenciatura na Faculdade de Direito de Lisboa, onde se cruzou, por exemplo, com os socialistas António Costa e Eduardo Cabrita. Passou depois pela Polícia Judiciária Militar, mas optou por seguir a carreira da magistratura judicial, tendo desempenhado funções, nomeadamente, nas varas mistas de Sintra. Chegou ao Tribunal Central de Investigação Criminal, o conhecido "Ticão", em 2004. Era então titular a juíza Fátima Mata-Mouros. Dois anos depois passou a responsável máximo daquele tribunal.

 

Católico, sportinguista, natural de Mação

 

Sportinguista assumido, Carlos Alexandre é também um católico devoto que gosta de regressar às origens. Participa sempre nas comemorações da Páscoa, em Mação, a localidade da Beira Baixa onde nasceu há 52 anos. Filho de um carteiro e de uma operária fabril, estudou na Telescola e nas férias chegou a ajudar o pai nas obras.

 

Pese embora o acusem de procurar protagonismo, a verdade é que foram raras as vezes em que se expôs na comunicação social. Indirectamente, através de um amigo e conterrâneo, o antigo assessor do Partido Socialista António Colaço, foi possível ver, há dois anos, no blogue Ânimo, Carlos Alexandre na celebração pascal de Mação. Mais do que o lado do devoto, ganharam força as afirmações do magistrado judicial, então transcritas no "Diário de Notícias".

 

"No contexto de uma diligência que se procurava tomar contacto com documentação, foi-nos dito por uma pessoa com importância na praça que estava ali a mando de alguém para acompanhar aquele acto, porque quando o dinheiro falava, a verdade calava. Comigo a verdade falará sempre mais alto", sentenciou o juiz.

 

O juiz Carlos Alexandre foi o 48º Mais Poderoso do 'ranking' do Negócios em 2013. LEIA AQUI o que se escreveu sobre e conheça a sua rede de amigos e inimigos."

 

24 Julho 2014, 13:31 por João Maltez | jmaltez@negocios.pt

publicado por 59abc59 às 20:03

Passados quase trinta dias do encerramento da Feira Mostra 2014, vamos publicar um vídeo, que nos mostra imagens dos vários expositores presentes no certame, da azáfama vivida na área da restauração e dos muitos populares que “carimbaram” a sua presença.

Simultaneamente, com a publicação anunciada, damos por encerrado o tema “Feira Mostra 2014”

VÍDEO

Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 15:50

Domingo, 20 de Julho de 2014

"Um homem desejoso de trabalhar, e que não consegue encontrar trabalho, talvez seja o espectáculo mais triste que a desigualdade ostenta ao cimo da terra."

 

É realmente um triste espetáculo o que diariamente vamos presenciando. O desemprego, provoca um crescimento constante do número de pessoas que engrossam o número de pobres e de pessoas a passar fome, enquanto as grandes fortunas não param de aumentar.

O trabalho está sucessivamente a ser penalizado, enquanto os grandes senhores, ligados a negócios que vão arruinando o País, nada lhes acontece.

Já alguém viu o Governo clamar por justiça para a família Espírito Santo e seu comparsas, pela má imagem com que vão decorando internacionalmente o nosso País?

Nada se vê e nem se vislumbra! Políticos e banqueiros tapam-se todos com a mesma capa.

Sobre o tema, publicamos de seguida um texto escrito pelo Professor Universitário Paulo Morais, com o qual estamos de acordo:

 

VÃO TRABALHAR

 

“A governação e a política de um modo geral vêm há muito penalizando o valor do trabalho.

É inevitável: quem nunca trabalhou, não pode, nem sabe, reconhecer as virtudes do trabalho.

 As políticas públicas deveriam premiar os trabalhadores, que trabalham e criam riqueza, para si, para as suas famílias, para as organizações a que pertencem e para o País. Também quem estuda deveria ser apoiado, uma vez que, quanto melhor a sua formação, maior será a sua realização e produtividade. E quem já trabalhou, quem teve uma vida ativa útil, deve ser acarinhado. As pensões, reformas devem constituir a justa recompensa por uma vida de labuta.

Deveríamos igualmente reconhecer aqueles que criam as condições para que outros trabalhem, em particular os pequenos e médios empresários que arriscam, criam empresas e empregos, gerem negócios e garantem, com heroicidade, o sustento dos seus colaboradores.

 Mas, lamentavelmente, as políticas públicas têm privilegiado os improdutivos, os especuladores e os parasitas.

Os rendimentos mais protegidos pelo estado são as rendas provenientes de atividades improdutivas, como as parcerias público-privadas, de contratos de arrendamento celebrados com instituições públicas. Também são favorecidas a especulação com juros de dívida pública ou a valorização de solos nos negócios ilegais do urbanismo.

Têm ainda sucesso económico garantido aquelas empresas que vivem da proximidade ao poder autárquico: desde os construtores de regime aos assessores de "imagem". O que produz esta gente? Quase nada. Apenas serve para arrebanhar votos nos partidos e manter a estrutura de poder que a sustenta.

 Também a nível fiscal, os incentivos são concedidos aos que nada fazem, como os especuladores imobiliários, cujos prédios estão isentos de IMI, se titulados por fundos de investimento.

 Estas políticas que mantêm privilégios, premeiam favores, esquemas e a esperteza saloia – desvalorizando o trabalho – levam ao empobrecimento do País. Mas nem seria de esperar diferente destes políticos que saíram dos bancos das escolas diretamente para a política e foram saltando de assessores para vereadores, de deputados para ministros, sem nunca terem trabalhado”.

 

Por: Paulo Morais, professor universitário

Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 01:37

Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

 

O Prémio AMI, na sua 16ª edição, foi atribuído em simultâneo à jornalista da Antena 1 Rita Colaço, com o trabalho “Os Filhos da Síria”  e à jornalista da SIC Ana Sofia Fonseca, com o trabalho “Tráfico de Pessoas: Os Novos Escravos”.

http://ami.blogs.sapo.pt/ana-sofia-fonseca-sic-e-rita-colaco-94451

 

“A reportagem de Rita Colaço impressionou o júri pela capacidade de nos colocar, pelo som e impacto dos testemunhos recolhidos, dentro de um drama às portas da Europa que continua a espalhar sofrimento”.

 

“Já a peça da jornalista da SIC, que contou com imagem de Paulo Cepa e edição de Luís Gonçalves, destacou-se pela riqueza do trabalho de investigação, pelos testemunhos pessoais variados e difíceis que conferem uma visão holística e uma imagem ímpar sobre este drama e pelo facto de agarrar a nossa atenção desde o primeiro minuto”.

Relativamente aos trabalhos premiados, publicamos seguidamente o som da reportagem da Rita Colaço. O vídeo do trabalho da Ana Sofia Fonseca não está em condições de ser publicado.

“Os Filhos da Síria”

http://www.rtp.pt/antena1/index.php?t=Os-filhos-da-Siria---Reportagem-de-Rita-Colaco.rtp&article=6343&visual=11&tm=12&headline=13

 

 

Para ambas vão os nossos parabéns.

Para a Rita Colaço, Maçanica que muito nos orgulha, que a saúde e a força nunca lhe falte, para continuar a “cruzada” rumo a um mundo mais livre, mais justo e mais solidário.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 20:12

Mação, no próximo fim de semana, vai ter dois acontecimentos que lhe trarão mais vida, mais convívio, mais movimento e mais animação.

Dos eventos acima referidos, segue a publicação dos cartazes que tentam fazer a respetiva divulgação.

PASSEIO PEDESTRE

 

 

FEIRA DE JULHO

Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 19:09

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