E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

Continuamente, temos afirmado que o desequilíbrio económico em que vivemos, poderá numa pequena fatia ter sido provocado pela classe média e baixa, por esta ter vivido um pouco acima das possibilidades. No entanto, entendemos que a verdadeira causa do nosso endividamento, teve origem nas altas rendas e privilégios concedidos aos poderosos e endinheirados, que continuamente vão vivendo à custa do povo.

 

VÍDEO

Por entendermos que a dívida foi causada, no essencial, pelos poderosos e endinheirados, que continuamente nos vão esmifrando os poucos euros que vamos juntando, entendemos que esta deve começar a ser paga por estes e não pelo povo, que pouco ou quase nada tem para dar.

Ler o texto publicado no correio da manhã da autoria de Paulo Morais.

 

 

Os cortes e a Corte

 

O estado português tem de reduzir a despesa em quatro mil milhões de euros, por imposição dos compromissos que assumiu com a troika. Na hora de proceder a cortes, exige-se que esta redução atinja os privilégios e as rendas atribuídos aos mais poderosos e não seja feita à custa de mais sofrimentos infligidos ao povo. Até porque ao nível dos privilégios há muito por onde cortar.

 

Comecem, de uma vez por todas, por reduzir os custos das parcerias público-privadas (PPP), desde logo as rodoviárias. Não é admissível que se continuem a garantir, apenas pela existência e disponibilidade de uma qualquer autoestrada, rentabilidades anuais de dezassete a vinte por cento aos concessionários privados. E muito menos se admite que no fim de cada ano estes sejam ainda compensados com bónus milionários... por causa da baixa sinistralidade. Os governantes estão obrigados a baixar os custos que as PPP representam para o erário público em, pelo menos, mil milhões de euros. Para tal, negoceiem a sério ou, em alternativa, expropriem os equipamentos pelo seu real valor, o que diminuiria brutalmente os custos. Em qualquer caso, suspendam de imediato os pagamentos.

 

Haja ainda coragem de estancar a sangria dos juros da dívida pública, que representam a maior despesa do estado e consomem treze por cento dos impostos pagos por todos os cidadãos e empresas. Para baixar o custo do serviço da dívida é necessário competência para a reescalonar e renegociar, coragem para enfrentar o "lobby" financeiro e credibilidade para colocar parte da dívida no mercado interno. Com uma nova atitude, o estado pouparia bem mais de dois milhões de euros.

 

Poder-se-iam ainda economizar largas centenas de milhões nas rendas imobiliárias que o estado continua a pagar para favorecer amigos, começando no Campus de Justiça de Lisboa e acabando em qualquer pequena repartição pública na província.

 

É ao nível dos grandes negócios de favor e da Corte indecente de privilégios que se deve provocar a diminuição da despesa do estado; antes sequer de se discutirem quaisquer novos cortes na saúde ou na educação. Reduzir mais as regalias sociais, apenas para manter intactas as prebendas dos grupos económicos favorecidos pelo regime, seria uma infame traição ao povo.

 

Por:Paulo Morais, Professor Universitário

 

 

Portugal, começa a ser aceite na alta-roda da dança capitalista. É um bom pronuncio!

No entanto, se os nossos governantes, não tiverem a coragem suficiente, para cortar nos privilégios e rendas desmedidas, continuaremos a ser uns pais adiado.

Se continuarmos a procurar cortar no estado social, e menosprezarmos o crescimento económico, Portugal mergulhará num pântano de fome e de miséria. A nossa soberania ficará em risco.

 

Amorim Lopes

 

 

 

 

publicado por 59abc59 às 18:49

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