E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quarta-feira, 01 de Maio de 2013

1º de Maio de 2013 é o dia do desemprego, o dia do trabalhador, não para comemorar as vitórias outrora alcançadas, mas antes um dia de luta contra o desemprego, contra a fome e a miséria.

Não é um dia para comemorar conquistas mas sim, um dia de união, de luta, de manifestação de todo o nosso descontentamento, com as medidas que o governo tomou e as que presentemente vão sendo anunciadas.

Será justo serem só os trabalhadores e reformados a terem que contribuir, com enormes sacrifícios, com a fome, com a miséria e com o desemprego para equilibrar as contas públicas e os verdadeiros causadores, continuarem a não ser penalizados?

Não concordamos com as medidas que o governo do desgoverno tem vindo a tomar.

Vai chegando a hora de dizer não aos castigos e ofensas com que os senhores do poder nos vão flagelando.

Segue um texto retirado do jornal Correio da Manhã, da autoria de Paulo Morais:

"Castigados e ofendidos

Os trabalhadores portugueses nunca foram tão maltratados. São injustamente acusados de serem responsáveis pela crise. E obrigam-nos a pagar com austeridade pelos crimes que não praticaram.        

A nossa força laboral é de qualidade. Está é mal enquadrada e é dirigida, em regra, por incompetentes. No entanto, os empregados são acusados de serem malandros, de ganharem muito. Pelo contrário, os trabalhadores portugueses são dos que têm horários mais alargados na União Europeia, e dos que menos ganham. Diz-se ainda que a crise resulta do facto de que andaram a gastar acima das suas possibilidades. Este discurso é um verdadeiro embuste. Não foram os trabalhadores que criaram a dívida pública e andaram a desbaratar recursos na Expo 98, no Euro 2004 ou sequer têm responsabilidades em casos de corrupção como o BPN. Também não foram os gastos dos trabalhadores que provocaram a dívida privada colossal que nos atormenta. Cerca de 70% desta dívida é resultante de especulação imobiliária e apenas 15% deriva da aquisição de bens de consumo.

Mas na hora de pagar as contas da crise são os trabalhadores que são chamados a expiar os pecados que não cometeram. O estado quer diminuir a despesa e deveria reduzir brutalmente os gastos com juros da dívida pública, baixar as rendas pagas nas parcerias público-privadas ou poupar em custos absurdos como rendas imobiliárias de favor. Mas o governo opta pelo caminho da redução salarial. E até implementa políticas geradoras de desemprego, através da dispensa de professores necessários nas escolas ou até de medidas fiscais que provocam encerramento de empresas e, por essa via, mais desemprego.

Também na tentativa de aumentar receita e equilibrar as contas públicas, o Parlamento castiga mais uma vez o fator trabalho. Os escalões de IRS foram revistos, agravando este imposto. Ao qual ainda se aplicou uma sobretaxa. Enquanto isso, são poupados a sacrifícios os detentores de fundos imobiliários, os maiores beneficiários da especulação imobiliária, que estão isentos de IMI ou IMT.

Castigados com quebras salariais e feridos na sua dignidade, os trabalhadores são o bode expiatório da crise."

 

Por: Paulo Morais, Professor Universitário

 

VÍDEO

 

Que diferença existe entre o que foi vivido no 1º de Maio de 1974 e a triste situação que todos nós presentemente vivemos.

É a consequência do egoístico mundo em que vivemos!

 

Amorim Lopes

 

 

publicado por 59abc59 às 12:45

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