E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sábado, 24 de Agosto de 2013

Nos últimos dias, temos vindo a dar realce à forma doce e harmoniosa como as ruas do Pereiro se encontram enfeitadas.

Foi um ano de intenso e dedicado trabalho que as suas gentes doaram, para conseguir alcançar aquele tesoiro florido que até domingo está ao nosso dispor.

A contrastar com a doçura das ruas enfeitadas, eis que repentinamente surge no jornal Correio da Manhã, na primeira página, a azeda notícia - ”Juíza defende que bater na mulher não é crime”.

Para a quem quiser ler e analisar, seguidamente publicamo-la na íntegra:


Mação: Tribunal entendia que a agressão não implica dolo

Juíza defende que bater na mulher não é crime

Juíza decide em processo que bater na mulher não é crime.


Bateu e insultou a mulher. Ameaçou fazer o mesmo à filha e só não o conseguiu porque a vítima os separou. Ana, nome fictício, queria que o marido pagasse pelos seus atos. O Ministério Público de Mação, em Santarém, arquivou o processo por entender que não estava configurado o crime de violência doméstica. A juíza de instrução veio dizer que ser agredida, por si só, não implica que o agressor tenha agido com dolo, ou seja, que soubesse que não o podia fazer.

"Não faz qualquer sentido esse entendimento", diz agora o Tribunal da Relação de Évora, que considera que "qualquer cidadão médio sabe que agredir física e verbalmente a pessoa que jurou amar e respeitar (...) ofende as regras que presidem à vida em sociedade e, por isso, não é permitido por lei". 

O Ministério Público e o tribunal de 1ª instância tinham decidido de forma diferente. O procurador arquivou liminarmente o processo. Quando a vítima se constituiu assistente e requereu a abertura de instrução, a juíza recusou também o pedido. Defendeu então que a descrição dos atos do homem é insuficiente para tipificar o caso criminalmente, porque não está claro que ele soubesse que a sua conduta era punida por lei. "Nada consta igualmente no requerimento de abertura de instrução quanto à consciência da ilicitude por parte do arguido", diz a juíza que indefere a análise do caso.

A Relação não tem dúvidas. E fala das regras da experiência da vida para acrescentar que "o arguido sabia ser proibido ofender física ou psiquicamente a assistente, a quem o ligava um contrato de casamento, cuja existência seguramente também não ignorava". O caso terá agora de voltar a ser analisado pela juíza de 1ª instância, podendo então seguir para julgamento.

 

Por: Tânia Laranjo

 

O País, se continuar a ter comportamentos semelhantes na justiça e outras áreas, dificilmente será credível aos olhos do mundo.

Com gente a pensar desta forma, dificilmente Portugal será um país adulto.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 16:44

De F Soares a 25 de Agosto de 2013 às 15:39
Porque não é publicado o nome da Juíza e do Procurador/procuradora ???? Que idade têm ? Quem é o agressor ? Abastado ? Influente ? Que relação tem o agressor com a justiça para tanta influencia ( MP e Instrução ...) ????
Tantas perguntas e a jornalista não se focou no caso (estranho...) o que me deixa mais desconfiado quanto ao agressor....


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