E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Que parvos somos todos nós, que calmamente vamos assistindo diariamente, ao aumento do fosso, que separa a classe média baixa da alta e já muito privilegiada sociedade. Que parvos somos todos nós, que com serenidade, vamos assistindo ao favorecimento de amigos, por uma classe política sem escrúpulos. Que parvos somos todos nós, que ainda damos ouvidos e estendemos a mão, a uma classe política, que eleita pelo povo, ao povo, pouca atenção lhe dá. Aos Políticos, o tempo das vacas magras ainda não chegou, o comboio tem descarrilado constantemente. Aos reformados, trabalhadores e juventude, a pouca atenção que nos é dada, é para nos retirar regalias, retirar uma vida com um mínimo de dignidade. Para nós, o comboio não descarrila e é de alta velocidade. A classe política vai nos retirando, o que outrora nos deu como prémio, pelas vitórias que lhes fomos dando. Foram nos dando o que o País não podia dar. 

 

 

Deolinda - Parva que sou
Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

 

 

 

 

 

 

 

   

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 12:47

De Dylan a 23 de Fevereiro de 2011 às 10:52
Da geração mais envelhecida da Europa que vive miseravelmente no centro das grandes cidades à geração "à rasca", dos 500 euros, que vive em casa dos pais; da geração da 4ª classe à geração das múltiplas licenciaturas; da geração da verdadeira música de intervenção de personagens como Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira à "geração parva", dos Deolinda, que nunca se mobilizou para nada a não ser para o comodismo cívico e político. Pela primeira vez nas vossas vidas, berrem, revoltem-se, exerçam o direito de cidadania, mas façam-no por todas as gerações, pelos excluídos, por aqueles que não têm um canudo, pelos desempregados, pelos trabalhadores precários e os explorados pelo patronato.



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