E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Domingo, 30 de Janeiro de 2011

 

Petição pela criminalização do enriquecimento ilícito: "O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O agente político ou equiparado não será punido se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

 

 

 

 

 

È nossa intensão com a publicação deste Post, sensibilizar os visitantes de Dádivas, a assinar a Petição do Correio da Manhã, pela criminalização do enriquecimento ilícito. No vídeo que apresentamos, as fotos dizem respeito a figuras públicas que já subescreveram a referida petição e que no início deste Post apresentamos. Pode nada ser feito para penalizar com mais dureza os que enriquecem ilicitamente, mas ficaremos com a consciência tranquila, de que tudo fizemos para que tal não acontecesse. Nós com o número 2034 já aderimos a este movimento, que já atingiu as 24000 assinaturas. Mais vale ser pobre e honrado, que rico com fortunas de origens duvidosas.   

 

AmorimLopes  

publicado por 59abc59 às 21:50

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Ontem dia 26 de Janeiro, na sequência da publicação de um texto no Facebook pela Ânimo - Colaço, fizemos o seguinte comentário " Carlos Alexandre, se a vara da Justiça tiver que vergar, que não seja para o lado das ofertas, mas sim para o lado da misericórdia."

Hoje dia 27 de Janeiro, ficamos surpreendidos com o que lemos no Correio da Manhã, um texto de opinião escrito por Rui Rangel, Juiz Desembargador, o qual nos levou à sua publicação neste Post.

 

 

 

 

Carlos Alexandre, juiz de instrução do chamado "processo dos submarinos", disse, no despacho que mandou para julgamento os arguidos, que "sabia o que arriscava por decidir nestes termos e que estava a ser alvo de ameaças graves e de escutas ilegais". Disse mais: "Nasci ignorado e quero morrer sério e honrado, pretendendo merecer o respeito dos meus concidadãos."

 

 

 

 

 

É bom lembrar que Carlos Alexandre é juiz em Portugal e que estes factos se passaram em Lisboa. Não é juiz na Venezuela, Colômbia ou Birmânia. Mas juro-vos que o seu relato fez-me pensar que se tinha transferido para um desses países, com uma história, também, de submarinos. Mas não, é o nosso juiz Carlos Alexandre, em carne e osso, aquele que quer morrer sério e honrado. Não sei se a poeira em que se transformou a nossa democracia o vai deixar morrer com esta consciência cívica e moral. Bem sei que o caso dos submarinos atinge gente importante da cena empresarial, políticos e membros de um governo que já se finou.

As escutas falam por si, daí ser difícil perceber como é que nem Carlos Alexandre, homem de têmpera rude, sério e honrado, conseguiu levar a julgamento governantes corruptos, que se passeiam nas televisões a pregar grandes orações. Então as luvas ou contrapartidas pagas pelo negócio dos submarinos só beneficiaram os empresários? Carlos Alexandre tem virtudes e defeitos. Estou à vontade para escrever isto porque já confirmei e revoguei despachos seus. Por incrível que pareça foi mais importante a entrevista de Carlos Silvino, sobre o caso Casa Pia, do que o que disse Carlos Alexandre, sobre matéria que nos leva a perguntar em que sociedade vivemos.

A comunicação social foi atrás de Carlos Silvino e deixou Carlos Alexandre a falar sozinho. A inversão de valores e a falta de consciência cívica é gritante: certamente, é mais importante um arguido dar o dito pelo não dito do que um juiz ser pressionado e ameaçado de morte para não levar a julgamento gente que corrompeu o Estado Constitucional. Por causa do assunto Carlos Silvino fui convidado por todos os órgãos de comunicação social para falar: recusei. Para comentar o que disse Carlos Alexandre nem um convite. Como é possível tamanho silêncio sobre o que disse este juiz sério e honrado? O silêncio dos media e políticos dói e magoa gente de corpo inteiro e de coluna vertebral. É um silêncio de partilha de responsabilidades e cumplicidades. Se não tivesse cumprido a sua função, se não levasse a julgamento os implicados no caso dos submarinos, que, por pouco, afundavam financeiramente o País, tínhamos notícia. A ditadura prendia, matava e mandava matar.

A democracia, refém de gente sem qualidade, ameaça, aterroriza com um cálice de cicuta e mata silenciosamente. É preferível a morte, que morrer aos poucos sem dignidade e honra. Carlos Alexandre, não o super-juiz mas o homem simples e corajoso, fez a sua opção: antes morrer de pé, com seriedade e honra, que morrer aos poucos e curvado aos interesses de gente que, semeando o medo lhe quis corromper a dignidade. Alguma vez nas honrarias do Estado, na distribuição de medalhas, um juiz foi reconhecido por cumprir bem a sua função?

 

Por:Rui Rangel, Juiz Desembargador

 

Depois do que foi escrito pelo Juiz Desembargador Rui Rangel, pouco mais há para dizer. Apelamos ao bom senso, para que se abram as portas dos diversos círculos políticos e todos juntos, remando no mesmo sentido, com toda a força, energia e lucidez, venceremos a negra tempestade em que navegamos. Todos, havemos de fazer Portugal.

 

 

Amorim Lopes 

 

publicado por 59abc59 às 15:52

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

No passado sábado dia 15 de Janeiro 2011, o Grupo Cultural “ OS MAÇAENSES “ mais uma vez saiu à rua para relembrar o canto  das Janeiras. Sempre com bastante animação, o grupo percorreu as principais ruas da vila, debaixo de um nevoeiro cerrado.

Será bom que nos próximos anos estas e outras tradições sejam revividas, para não deixar morrer hábitos antigos, elos da corrente cultural de um Povo. As janeiras foram cantadas debaixo de um nevoeiro cerrado, pena foi que não tenha surgido, um D. Sebastião, com ideias para nos ajudar a tirar do lamaçal em que nos encontramos.

Terminamos, agradecendo à C.M. de Mação todo o apoio que nos vai dando, e o sempre pronto acolhimento a este e outros eventos, que este  Grupo Cultural vai apresentando.

 

Vídeo com o cantar das Janeiras 2011

 

 

 

Este ano as Janeiras foram cantadas na C.M.Mação, pelo grupo de Cantares "Os Maçaenses" na manhã de 12 de Janeiro

Segue vídeo do acontecimento:

 

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 12:24

Sábado, 15 de Janeiro de 2011

 

 

Tem tido bastante adesão a assinatura da petição pela criminalização do enriquecimento ilícito, posta a circular pelo jornal Correio da Manhã. Também nós não podíamos ficar alheios, motivo pela qual já fizemos a nossa assinatura que tem o Nº 2039.

Aproveitamos, utilizando esta forma de comunicar, para fazer chegar mais longe esta onda, que certamente nos levará a um Portugal mais justo, mais equilibrado e com menor corrupção.

O trabalho termina com uma fotomontagem, com imagens e depoimentos de altas personalidades do País bem como gente simples do Povo.

No fundo musical, utilizamos a bonita e bem interpretada cantiga de Dulce Pontes “Lágrima”. Esperamos assim contribuir, de uma forma muito simples, que todo o pulsar deste movimento, seja cada vez maior e mais intenso. Todos juntos havemos de fazer Portugal.      

 

Petição pela criminalização do enriquecimento ilícito: "O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O agente político ou equiparado não será punido se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."

 

 

 

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 19:37

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

A C. M. Mação acaba de distribuir a ANIMAÇÂO, agenda de eventos do concelho de Mação.

Pretendemos dar os parabéns pelo novo formata apresentado. Apelamos para que a sua distribuição, se não poder ser anterior, que o seja o mais próximo possível do tempo real dos primeiros eventos.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 12:53

Domingo, 09 de Janeiro de 2011

 

No dia 8 de Janeiro de 2011, o grupo cultural “Os Maçaenses”, deslocou-se à pacata mas hospitaleira aldeia do Baixo Alentejo, distrito de Beja, Figueira dos Cavaleiros, para participar no Concerto de Natal, organizado pelo Grupo Coral daquela localidade.

A viagem feita no autocarro da C.M. Mação, que se tem sempre mostrado pronta para este tipo de apoio, decorreu sem problemas, com uma paragem técnica na área de serviço de Alcácer do Sal.

O concerto foi na Igreja da localidade, terminando no Salão de Festas com um beberete e convívio até às tantas.

No concerto participaram além dos Maçaenses, dois grupos de Figueira, um jovem e outro adulto e um outro grupo de Tavira.

Seguem várias fotos e um vídeo.

 

 

                                                                                                          A.S.Alcácer do Sal

 

 

 

A.S.Alcácer do Sal

 

 

 

A.S.Alcácer do Sal

 

 

 

                                                                                                Sede G.C. Figueira dos Cavaleiros

 

 

 

                                                                                     Igreja de Figueira dos Cavaleiros

 

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 12:57

Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2011

 

Mário de Andrade

 

Eu sou um escritor difícil 
Que a muita gente enquisila, 
Porém essa culpa é fácil 
De se acabar de uma vez: 
E só tirar a cortina 
Que entra luz nesta escuridez.

(A Costela de Grão Cão)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário de Andrade nasceu em São Paulo no Brasil em 9 de Outubro de 1893, vindo a morrer também em São Paulo em 25 de Fevereiro 1945.

Nos 52 anos que viveu, conseguiu conciliar várias actividades, tendo em algumas delas atingido elevada craveira. Entre as muitas salientamos: poeta, escritor, músico, historiador, professor, jornalista e Membro do Partido Democrático.

Neste último Natal, circulou com alguma frequência um texto de Mário de Andrade. Assim, por pensarmos que este texto nos dá grandes ensinamentos, tem ideias que merecem uma profunda reflexão e todo ele se enquadra na vivência diária de muitos, seguidamente vamos fazer a sua publicação:

 

 

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

 

texto de
Mário de Andrade - escritor e poeta brasileiro

 

 

Amorim Lopes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por 59abc59 às 20:31

Terça-feira, 04 de Janeiro de 2011

 

Alto da Ventosa

 

 

 

 

                                                       Alto da Boavista 

 

 

 

Largo da Feira

 

 

 

                                                 Largo do Cinema

 

 

 

Largo dos Bombeiros 

 

 

 

Palmeira no Largo dos Bombeiros 

Amorim Lopes

 

 

publicado por 59abc59 às 20:18

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