E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

O Gabinete de Apoio à Pessoa Idosa (GAPI) inicia os seus atendimentos na próxima terça-feira, 04 de Fevereiro.

A Câmara Municipal de Mação criou o Gabinete de Apoio à Pessoa Idosa com o intuito de ajudar a comunidade sénior a resolver questões, dúvidas e problemas.
Esta estrutura local integra o projecto "Mação, um Concelho Amigo do Idoso". Presta um serviço público e gratuito, que tem como objectivo atender os Munícipes idosos, no sentido de os apoiar a vários níveis.

Saiba como funciona:

 

A Câmara Municipal de Mação criou o Gabinete de Apoio à Pessoa Idosa com o intuito de ajudar a comunidade sénior a resolver questões, dúvidas e problemas.

 

Esta estrutura local integra o projecto "Mação, um Concelho Amigo do Idoso". Presta um serviço público e gratuito, que tem como objectivo atender os Munícipes idosos, no sentido de os apoiar a vários níveis. Tem ao seu dispor uma técnica com estudos superiores na área das Ciências Sociais e Humanas, do Serviço de Acção Social da Autarquia.

 

Destinatários:

- Qualquer pessoa, com idade igual ou superior a 65 anos, poderá deslocar-se ao Gabinete e solicitar apoio na resolução de qualquer problema;

- Qualquer  Munícipe poderá sinalizar situações de idosos que se encontrem em situação de alguma vulnerabilidade.

 

Respostas:

- Resolução de questões, dúvidas e problemas;

- Cartão Mação + Vida;

- Sessões Formativas;

- Participação e/ou organização de actividades para idosos.

 

Actividades:

- Atendimento personalizado ao idoso;

- Identificação de necessidades e dificuldades;

- Delinear estratégias de apoio para dar resposta às necessidades encontradas;

- Prestação de informações de interesse do idoso (direitos e benefícios nas várias áreas: saúde, ação social, segurança social, equipamentos e serviços, lazer e outros);

- Procurar informações em termos de legislação e    disponibilizá-la à população idosa;

- Auxílio na resolução de questões burocráticas, no que respeita ao preenchimento de requerimentos e     formulários;

- Mediação com outras entidades;

- Encaminhamentos para outras respostas e serviços competentes, de acordo com as necessidades de cada idoso;

- Tratar do cartão Mação + Vida;

- Realização de actividades de estimulação cognitiva e sensorial;

- Participar em comemorações, como por exemplo no Dia do Idoso e outras datas importantes.

 

Atendimentos:

O Gabinete de Apoio ao Idoso tem a sua sede em Mação, na antiga Escola Secundária, onde os atendimentos ao público serão feitas por uma técnica do Serviço de Acção Social às terças-feiras de manhã, das 10h às 12h. Poderão ser efectuados  atendimentos fora deste horário, desde que contactado o gabinete, para marcação.

De forma a descentralizar esta resposta, mensalmente e sob marcação na Junta de Freguesia, o Munícipe pode ser atendido  nos seguintes dias, horas e locais:

 

– Aboboreira: segunda 3ª feira de cada mês. Das 15.30h às 17h, nas instalações da antiga sede da Junta de Freguesia;

– Amêndoa: primeira 4ª feira de cada mês. Das 14.30h às 16h, na antiga Escola Primária.

– Cardigos: primeira 6ª feira de cada mês. Das 10h às 11.30h, na Junta de Freguesia;

– Carvoeiro: primeira 5ª feira de cada mês. Das 14.30h às 16h, na Junta de Freguesia

– Envendos: segunda 5ª feira de cada mês. Das 10.30h às 12h, na Junta de Freguesia;

– Ortiga: quarta 5ª feira de cada mês. Das 10h às 11.30h, na Junta de Freguesia;

– Penhascoso: terceira 5ª feira de cada mês. Das 15.30h às 17h, nas instalações da antiga sede da Junta de Freguesia.

 

Estas datas poderão ser confirmadas no local de atendimento, antes da data prevista. Caso surjam alterações estas serão comunicadas.

 

Publicado pela Câmara Municipal de Mação em 31-01-2014

 

publicado por 59abc59 às 23:16

Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

Realiza-se no dia 02 de Fevereiro a Festa do Senhor das Encruzilhadas, Patrono da Sociedade Filarmónica União Maçaense (SFUM).

O programa começa às 11h com a arruada da SFUM. Às 11.30h realiza-se a Eucaristia na Igreja Matriz de Mação, seguida de procissão até ao Nicho do Senhor das Encruzilhadas.

A encerrar, a partir das 13.30h, terá lugar o tradicional almoço-convívio no Restaurante "Avenida".

Os interessados em participar no almoço deverão efectuar a sua inscrição até dia 29 de Janeiro para os seguintes contactos: José Francisco Conceição – 968566606; João Manuel Martins – 962219613; Paula Aparício – 966740132.

Não falte!

publicado por 59abc59 às 15:47

Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Francisca Correia, cantou no Auditório da Escola Secundaria para Professores de Timor e para o Ministro da Educação Nuno Crato.

VÍDEO

Se gostou da melodiosa voz apresentada no vídeo, então não perca o espetáculo no próximo sábado no Cine-Teatro em Mação.   

 

CONCERTO NO CINE-TEATRO

O Cine-Teatro de Mação acolhe um interessante concerto no dia 01 de Fevereiro, às 21.30h.
Francisca Correia canta com a Banda Filarmónica União Maçaense.
Um espectáculo a não perder!

Entradas limitadas. Reservas: 961824149/963909038

Organização: Finalistas 2014 da EB 2,3/S de Mação, com o apoio da Sociedade Filarmónica União Maçaense.

Amorim Lopes
publicado por 59abc59 às 11:03

Sábado, 25 de Janeiro de 2014

 O MAC TT – Clube Todo-o-Terreno de Mação comemora o seu 3.º aniversário com um Passeio/Convívio TT para motos, quads e jipes, no dia 01 de Fevereiro.

 A iniciativa terá inicio às 14h, com concentração dos participantes na Escola Fixa de Trânsito de Mação. O Passeio terá um percurso com cerca de 50km, de dificuldade baixa. É gratuito e não necessita de inscrição.

 A fechar as comemorações, terá lugar um jantar-convívio, às 20h, nas instalações do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Mação, seguido de baile e muita música.

Saiba mais aqui: http://www.mactt.pt/

publicado por 59abc59 às 12:15

Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Felizmente que com o 25 de Abril nascemos aos olhos do mundo uma Nação independente e livre.

O Povo, acorrentado por um governo do quero posso e mando, pode livremente dizer de sua justiça e exigir uma vivência mais justa e solidária. Pode livremente dizer o que lhe vai na alma e denunciar o mundo injusto em que vivemos, como o demonstra o vídeo que seguidamente publicamos.

VÍDEO

No ano em que comemoramos os 40 anos da Revolução dos Cravos, terminamos com duas perguntas:

- Será que ainda somos um povo livre?

- Será que a liberdade de expressão é uma realidade?

Nós infelizmente entendemos que o não começa a ser a resposta.

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 13:12

Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Estamos a ser governados por gente que não olha a meios para atingir os fins. Aniquilar o Estado Social.

No poder, temos gente indigna, sem palavra, que dá o dito por não dito. Gente de coração gélido, que com uma frieza enorme, farpeia o pobre e explorado povo que outrora lhe entregou as rédeas do poder.

Governo que diariamente vai apunhalando este “retângulo” democrático, que à custa de muitos sacrifícios, sangue e luta, ousou, num florido dia de Abril nascer livre aos olhos do mundo.

Pela nossa humildade, passividade, tolerância aos sacrifícios que nos vão impondo, merecemos muito, mas nunca, gente com a “silhueta” apresentada no texto que seguidamente publicamos – Branco é Portas o põe,   da autoria de Paulo Morais, professor universitário, publicado no Correio da Manhã: 

Branco é, Portas o põe

 

Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. O ministro Aguiar-Branco o coveiro

Quando Paulo Portas, em 2004, enquanto ministro da Defesa e dos Assuntos do Mar, assumiu a tutela dos Estaleiros de Viana, prometeu a salvação da empresa. Mas, no momento em que esta é extinta e o seu património entregue a um dos grupos de pior reputação, ao grupo Mota, ninguém vem pedir explicações ao vice-primeiro-ministro.

Estando a empresa sob tutela do Ministério da Defesa, antevia-se um futuro promissor. Era previsível então que os Estaleiros recebessem encomendas de navios por parte da Marinha. Havia financiamento prometido, pois a Defesa dispunha de verbas avultadas, decorrentes de contrapartidas pela aquisição de submarinos aos alemães. Mas a corrupção que dominou este negócio originou o pagamento de ‘luvas’ e levou a que o governo português jamais tivesse exigido as legítimas contrapartidas. Com a corrupção nos ‘submarinos’, afundava-se a credibilidade de Portas. E o abandono dos Estaleiros de Viana constituía um dano colateral do escândalo. Ao fim de oito anos, nem encomendas, nem contrapartidas. Os Estaleiros de Viana foram abandonados à sua sorte pelo governo de que é vice-primeiro-ministro quem tinha prometido a salvação. Com a justificação de que não dispunha de verbas para viabilizar os Estaleiros, o atual detentor da pasta da Defesa, Aguiar-Branco, anuncia o seu encerramento e a entrega do seu património, sob forma de concessão, a um dos grupos económicos do regime. Inexplicavelmente, o mesmo governo de Portas, que tinha prometido o céu e a seguir tinha condenado os Estaleiros à morte, disponibiliza agora milhões… desde que estes sejam utilizados para pagar o funeral, ou seja, despedimentos.

Ao mesmo tempo, os gestores públicos que até aqui não conseguiam contratualizar encomendas, até se prontificam a transmitir aos novos concessionários os contratos relativos aos navios asfalteiros para a Venezuela. Mesmo que para isso tenham de ir prestar vassalagem ao governo corrupto da Venezuela, numa delegação chefiada… pelo próprio Portas. Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. Para o ministro Aguiar-Branco sobra agora o papel de coveiro. Cabe-lhe a indigna tarefa de tentar lavar a imagem de Portas e enterrar o assunto

Por: Paulo Morais, professor universitário

 

Mais uma vez alertamos para os fermentos do retrocesso que aos poucos nos vão aniquilando.

É imperioso e urgente que nos unamos para fazer Portugal!

publicado por 59abc59 às 16:17

Sábado, 18 de Janeiro de 2014

Os governantes do País, têm vindo a governar para o Povo, contrariando ao nosso ponto de vista – os governos devem de governar com o povo e para o povo.

Efetivamente, durante a campanha eleitoral, prometeram governar de uma forma – que a maioria dos eleitores aprovou, vindo posteriormente a tomar medidas não sufragadas, que não são aceites pela maioria dos eleitores e contrárias às que foram legitimadas.

Concretamente, os  “senhores do poder” estão a governar para o povo, impingindo-lhes as medias que bem entendem e que têm vindo a ser anunciadas. Não governam com o povo, pois para tal acontecer, estas teriam que ser as que foram sufragadas

O Governo tem afirmado frequentemente que os Portugueses estão a fazer sacrifícios. Está errado! A população está a aceitar contrariada, medidas que os governantes lhe vão impondo. Não governam com o Povo!

Porque os Governantes de Mação estão a ir ao encontro do nosso ponto de vista, é com enorme satisfação que seguidamente publicamos um anúncio que estes acabam de divulgar: 

EXECUTIVO CAMARÁRIO VISITA FREGUESIAS

ABOBOREIRA – 28 de Janeiro

 

De acordo com o Plano de Actividades para 2014 e os compromissos assumidos, o Executivo Camarário vai iniciar as suas visitas periódicas às Freguesias do Concelho.

A primeira será na Freguesia de Aboboreira, já no próximo dia 28 de Janeiro, com deslocação a todas as localidades da mesma. A visita terá início às 10h e terminará pelas 18h no salão da Associação Cultural e Recreativa de Aboboreira, onde os interessados poderão comparecer para expor assuntos que considerem pertinentes.

Para as restantes Freguesias serão entretanto marcadas as respectivas datas e horários, que serão depois devidamente divulgados junto da população.

O objectivo destas visitas passa por estabelecer um contacto cada vez mais directo, numa política ainda de maior proximidade com os Munícipes, em que o Executivo pretende auscultar as suas questões, problemas, opiniões e sugestões.

publicado por 59abc59 às 15:13

Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

 Aldeia do Pereiro de Mação revive tradição das janeiras

 

 

 

Na noite do próximo sábado, dia 18, a aldeia do Pereiro de Mação vai fazer reviver a tradição de cantar as janeiras.

O grupo da aldeia do Pereiro divide-se em duas partes: uma canta numa casa e a outra responde na casa seguinte.

Começam assim:

Acordai se estais dormindo

Nesse sono tão profundo;

À porta vos estão pedindo

P’rás almas do outro mundo.

 

Pr’ás almas do outro mundo

Nós cá estamos a pedir

Dá esmola se puderes

Que elas não podem cá vir.

 

Que elas não podem cá vir

Nem delas vos alembrais

Já lá tem na outra vida

Vossos avós e mães e pais.

 

 

Não q’remos vossas riquezas

Nem também vossas fazendas

Só vos peço as migalhinhas

Que sobram das vossas mesas.

 

Terminam cantando:

 

São Miguel pediu por nós

Ai Jesus dos altos céus

Dá esmola para as almas

Seja pelo amor de Deus.

 

Manda a tradição que os cânticos não sejam acompanhados por qualquer tipo de instrumentos.

As "esmolas" oferecidas no decurso das janeiras são entregues ao padre da terra para que, ao longo do ano, sejam rezadas missas pelas almas das pessoas já falecidas.

No final do cântico das janeiras, ou seja, depois de terem batido à porta de todas as casas da aldeia, ainda habitadas, o grupo reúne-se na casa de um dos conterrâneos que os convida para a ceia tradicional da aldeia: fritos, enchidos, doces e bebidas.

publicado por 59abc59 às 19:38

Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

No primeiro sábado de Janeiro, a Queixoperra fez reviver o passado cantando as Janeiras nas várias ruas da aldeia.

Na realidade, com organização da Associação Cultural daquela localidade e com início às 19 horas, foram cantadas as Janeiras com a participação de 7 grupos – Amêndoa, Cardigos, Pereiro, Aboboreira, Mação, Serra e Queixoperra.

O evento decorreu dentro do que fora planeado, com os grupos a percorrer todas as ruas da aldeia e a serem recebidos com enorme satisfação por todos os moradores.

Por fim, no palco do recinto de festas, todos puderam dar vida à sua cantante presença, mostrando a todos o que lhes ia na alma.

No final, a todos foi servido um beberete, que ajudou a confortar as quase 200 almas meias regeladas pelo frio que a noite lhes foi oferecendo.

Com o encontro dos 7 grupos, recordou-se uma tradição bastante antigo, conviveu-se salutarmente e a aproximação de várias localidades do concelho foi uma grata realidade.

Aos organizadores tiramos o chapéu, e fazemos votos de que a saúde, a força e o espírito organizativo nunca falte, para que com esta ou outra organização semelhante, o acontecimento se repita nos próximos anos.

VÍDEO

 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 19:59

Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Ultimamente, temos ouvido o Governo, tentar com uma certa frequência, justificar os motivos que o levam a flagelar com cortes vários os trabalhadores da Função Pública, Pensionistas e Reformados.

Não acreditamos no que nos é dito, pois desde que o Governo tomou posse, as promessas anunciadas jamais foram cumpridas. O que ao nascer do dia é verdade à noite deixa de o ser.

Mais nos espanta, ver o “Poder Financeiro” anunciar medidas, que levam à pobreza milhares de Portugueses, com um ar despreocupado e sentimentalismo gélida, contrastando com o de  uma Ministra de Itália, que chorou quando anunciou cortes sociais.

Por não acreditarmos no que nos é impingido e pretender contribuir, no sentido de ajudar a aclarar a justeza das medidas que nos vão sendo impostas, no que respeita ao CES, seguidamente transcrevemos um Artigo de Opinião, publicado no jornal Público de 13/01/2014, escrito pelo Dr. Bagão Félix.

 

Falácias e mentiras sobre pensões

A ideologia punitiva sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão colectiva e uma tecnocracia gélida.

Escreveu Jean Cocteau: “Uma garrafa de vinho meio vazia está meio cheia. Mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade”. Veio-me à memória esta frase a propósito das meias mentiras e falácias que o tema pensões alimenta. Eis (apenas) algumas:

 

1. “As pensões e salários pagos pelo Estado ultrapassam os 70% da despesa pública, logo é aí que se tem que cortar”. O número está, desde logo, errado: são 42,2% (OE 2014). Quanto às pensões, quem assim faz as contas esquece-se que ao seu valor bruto há que descontar a parte das contribuições que só existem por causa daquelas. Ou seja, em vez de quase 24.000 M€ de pensões pagas (CGA + SS) há que abater a parte que financia a sua componente contributiva (cerca de 2/3 da TSU). Assim sendo, o valor que sobra representa 8,1% da despesa das Administrações Públicas.

 

2. Ou seja, nada de diferente do que o Estado faz quando transforma as SCUT em auto-estradas com portagens, ao deduzi-las ao seu custo futuro. Como à despesa bruta das universidades se devem deduzir as propinas. E tantos outros casos…

 

3. Curiosamente ninguém fala do que aconteceu antes: quando entravam mais contribuições do que se pagava em pensões. Aí o Estado não se queixava de aproveitar fundos para cobrir outros défices.

 

4. Outra falácia: “o sistema público de pensões é insustentável”. Verdade seja dita que esse risco é cada vez mais consequência do efeito duplo do desemprego (menos pagadores/mais recebedores) e - muito menos do que se pensa - da demografia, em parte já compensada pelo aumento gradual da idade de reforma (f. de sustentabilidade). Mas porque é que tantos “sábios de ouvido” falam da insustentabilidade das pensões públicas e nada dizem sobre a insustentabilidade da saúde ou da educação também pelas mesmas razões económicas e demográficas? Ou das rodovias? Ou do sistema de justiça? Ou das Forças Armadas? Etc. Será que só para as pensões o pagador dos défices tem que ser o seu pseudo “causador”, quase numa generalização do princípio do poluidor/pagador?

 

5. “A CES não é um imposto”, dizem. Então façam o favor de explicar o que é? Basta de logro intelectual. E de “inovações” pelas quais a CES (imagine-se!) é considerada em contabilidade nacional como “dedução a prestações sociais” (p. 38 da Síntese de Execução Orçamental de Novembro, DGO).

 

6. “95% dos pensionistas da SS escapam à CES”, diz-se com cândido rubor social. Nem se dá conta que é pela pior razão, ou seja por 90% das pensões estarem abaixo dos 500 €. Seria, como num país de 50% de pobres, dizer que muita gente é poupada aos impostos. Os pobres agradecem tal desvelo.

 

7. A CES, além de um imposto duplo sobre o rendimento, trata de igual modo pensões contributivas e pensões-bónus sem base de descontos, não diferencia careiras longas e nem sequer distingue idades (diminuindo o agravamento para os mais velhos) como até o fazia a convergência (chumbada) das pensões da CGA.

 

8. “As pensões podem ser cortadas”, sentenciam os mais afoitos. Então o crédito dos detentores da dívida pública é intocável e os créditos dos reformados podem ser sujeitos a todas as arbitrariedades?

 

9. “Os pensionistas têm tido menos cortes do que os outros”. Além da CES, ter-se-ão esquecido do seu (maior) aumento do IRS por fortíssima redução da dedução específica?

 

10. Caminhamos a passos largos para a versão refundida e dissimulada do famigerado aumento de 7% na TSU por troca com a descida da TSU das empresas. Do lado dos custos já está praticamente esgotado o mesmo efeito por via laboral e pensional, do lado dos proveitos o IRC foi já um passo significativo.

 

11. Com os dados com que o Governo informou o país sobre a “calibrada” CES, as contas são simples de fazer. O buraco era de 388 M€. Descontado o montante previsto para a ADSE, ficam por compensar 228 M€ através da CES. Considerando um valor médio de pensão dos novos atingidos (1175€ brutos), chegamos a um valor de 63 M€ tendo em conta o número – 140.000 pessoas - que o Governo indicou (parece-me inflacionado…). Mesmo juntando mais alguns milhões de receitas por via do agravamento dos escalões para as pensões mais elevadas, dificilmente se ultrapassam os 80 M€. Faltam 148 M, quase 0,1% do PIB (dos 0,25% que o Governo entendeu não renegociar com a troika, lembram-se?). Milagre? “Descalibração”? Só para troika ver?

 

12. A apelidada “TSU dos pensionistas” prevista na carta que o PM enviou a Barroso, Draghi e Lagarde em 3/5/13 e que tinha o nome de “contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões” valia 436 M€. Ora a CES terá rendido no ano que acabou cerca de 530 M€. Se acrescentarmos o que ora foi anunciado, chegaremos, em 2014, a mais de 600 M€ de CES. Afinal não nos estamos a aproximar da “TSU dos pensionistas”, mas a … afastarmo-nos. Já vai em mais 40%!

 

13. A ideologia punitiva sobre os mais velhos prossegue entre um muro de indiferença, um biombo de manipulação, uma ausência de reflexão colectiva e uma tecnocracia gélida. Neste momento, comparo o fácies da ministra das Finanças a anunciar estes agravamentos e as lágrimas incontidas da ministra dos Assuntos Sociais do Governo Monti em Itália quando se viu forçada a anunciar cortes sociais. A política, mesmo que dolorosa, também precisa de ter uma perspectiva afectiva para os atingidos. Já agora onde pára o ministro das pensões?

 

P.S. Uma nota de ironia simbólica (admito que demagógica): no Governo há “assessores de aviário”, jovens promissores de 20 e poucos anos a vencer 3.000€ mensais. Expliquem-nos a razão por que um pensionista paga CES e IRS e estes jovens só pagam IRS! Ética social da austeridade?

 

Bagão Félix: Economista, ex-ministro das Finanças

 

 

Gostámos do texto que acabámos de publicar e ao seu autor, desejamos muita saúde, força e inteligência, para nos continuar a enriquecer com o seu saber, ajudando-nos por momentos a sair da penumbra em que vivemos.

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 23:41

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