E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

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Sampaio da Nóvoa, Doutor em Ciências da Educação, esteve ligado ao desporto, teatro, foi professor universitário cá e no estrangeiro e tem mais de uma centena de trabalhos publicados entre nós e além-fronteiras.

É professor catedrático e entre 2006 e 2013 foi reitor da Universidade de Lisboa.

Presentemente, acaba de apresentar formalmente a sua candidatura a Belém, afirmando no discurso de apresentação:

“Não permitirei que o país seja dominado por corporações ou interesses ilegítimos"

"Não serei o espectador impávido perante a degradação da nossa vida pública"

Por último, criticou as políticas seguidas pelo Governo PSD/CDS, causadoras "de uma austeridade que criou mais desigualdades, que forçou a emigração, que aumentou a dívida".

Porque o acontecimento só teve a cobertura televisiva da SIC Notícias, nós entendemos colaborar na sua divulgação.

VÍDEO

 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 02:16

Quarta-feira, 29 de Abril de 2015

José Sócrates escreve mais uma carta para se defender das acusações que lhe vão sendo lançadas pela opinião pública, ao ponto de esta o ter julgado e condenado.

Não concordamos com o julgamento popular que lhe é movido, com base em factos divulgados pelos jornais.

Aguardamos serenamente pelo resultado da investigação em quem muito confiamos. Se vier a ser acusado, confiamos nas decisões judiciais e aceitamos sem rodeios, todas as decisões que a justiça venha a tomar.

Por entendermos que todo o condenado tem direito a defender-se, o que neste caso lhe tem vindo a ser negado, seguidamente publicamos uma carta escrita por José Sócrates, divulgada pela SIC no dia 28-04-2015, onde este, tenta esclarecer factos que a seu respeito vêm sendo divulgados.

Não emitimos opinião sobre o conteúdo da mesma, mas simplesmente pretendemos que, quem a venha a ler, a analise e tire as suas conclusões.

Amorim Lopes

SIC

José Sócrates acusa o Ministério Público de terrorismo de Estado, de fazer caça ao homem e de estar a trabalhar numa tese patética e absurda que classifica como folhetim de mau gosto. Numa carta enviada ao socialista António Campos, a que a SIC teve acesso, o ex-primeiro-ministro fala pela primeira vez da detenção do administrador do Grupo Lena. Na longa missiva, o antigo governante assegura que o processo ainda não lhe tirou a alegria mas admite já a hipótese de vir a ser condenado. A seguir pode ler a versão completa dessa carta.

 

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CARTA

António Campos,

querido amigo:

Desculpa responder tão tarde à tua amável carta e só agora agradecer as tuas palavras, tão amigas. Obrigado, também, por me teres enviado o artigo que a advogada do meu amigo eng. Carlos Santos Silva escreveu na revista da Ordem dos Advogados. Já tinha ouvido falar nele, mas só agora o li.

O título é divertido: “vamos a um supor”. Todavia, o que não tem graça, mesmo graça nenhuma, são as “supostas” denúncias: buscas ilegais, interrogatórios ilegais, detenções ilegais. E, claro, tudo isto é suposto ter acontecido sob a direcção e comando de um Procurador da República, com o assentimento de um chamado “juiz das liberdades", que é suposto ser o protector das garantias dos cidadãos face a qualquer tentativa de abuso.

Tanto abuso não é, pelos vistos, excepcional e até parece que fez escola, a avaliar pelas tímidas e raras – embora honrosas – reacções. Infelizmente, chegamos a um tempo em que tanta indiferença perante estes abusos das autoridades parece confirmar que as garantias do Estado de Direito já não são vistas como a fonte legitimadora da justiça penal, mas como relíquias formais ultrapassadas. Na verdade, o actual debate sobre política criminal está dominado por uma perspectiva conservadora – mais propriamente, reaccionária – que pretende soluções que passam por erodir os princípios tradicionais do direito penal democrático em troca de “investigações mais eficazes”. É um erro histórico: quem julga que pode trocar liberdade por segurança sempre se enganou rotundamente. A segurança nunca foi conseguida sem liberdade. Sem uma ordem penal baseada na liberdade, nos direitos, nas garantias processuais, ninguém está seguro. Nunca pensei que regressássemos a um tempo em que é necessário lembrar que quando a acção penal ignora as barreiras que o Estado de Direito lhe coloca, de proporcionalidade, de garantias de processo, de formalismo, o resultado será sempre o terrorismo de Estado. Mas claro, tudo isto é um “supor”.

Pedes-me que te fale do andamento do meu processo mas dele só posso referir-te o que para aí se diz nas televisões e jornais. E não é pouca coisa, o que me obriga a ir por partes e a descrever os principais desenvolvimentos, de forma concisa, em cinco pontos essenciais:

 

1.    Cinco meses sem acusação

Ao fim de cinco meses em prisão preventiva, o nosso estimável Ministério Público não teve ainda tempo para me apresentar os factos e muito menos as provas dos crimes que me imputa. Pelos vistos, não acha que seja já tempo para apresentar a acusação – que era legítimo esperar fosse rápida, dada não só a relevância do processo, mas também pelo facto de terem justificado a minha prisão com pretensas provas “sólidas”, "concludentes" e "indesmentíveis". Bem sei, falam de indícios, mas como é que pode haver indícios "fortes" se não se sabe de quê?? Afinal, que crime concreto foi esse? Onde, quando e como é que eu o pratiquei? Exactamente, que factos criminosos devo refutar, que provas devo desmentir? Não sei, nem o Ministério Público sabe, até porque não cometi crime algum. A única diferença é que o Ministério Público não se importa com isso.

Tem uma teoria, acredita nela e parece convencido de que não precisa de provar nada para me manter preso ou até para obter uma condenação.

2.      A violação do segredo de justiça

Não tenho, aliás, dúvidas que as constantes “fugas”, criminosas e seletivas ao segredo de justiça têm precisamente tudo a ver com o vazio deste processo – visam disfarçar o vazio, criando na opinião pública uma convicção generalizada de ter eu praticado os crimes que o Ministério Público me imputa, dispensando-se o Senhor Procurador de acrescentar às generalidades factos e provas.  

No início deste processo ficámos a saber que se pode prender sem factos e sem provas; agora sabemos que é possível, sem factos e sem provas, manter alguém preso; só faltava que, no final, ficássemos a saber o que julgávamos para sempre afastado: que no nosso Estado, que queremos de Direito, é possível condenar alguém sempre sem factos e sem provas.

Até ver, a única coisa que o Ministério Público foi capaz de dizer é que a minha liberdade implica um "perigo" de perturbação de inquérito (no entendimento do Ministério Público, o exercício do direito de defesa face às campanhas de difamação, em que ele próprio consente, é muito perturbador...); e que existe o risco de que eu fuja. Não é só o sentido do ridículo que perderam, é também o respeito pela inteligência de todos nós.

3.      O facto novo

Há, todavia, um facto novo que tem sido diligentemente ocultado, escondido, pelo Ministério Público. É que, tendo a investigação recebido (na verdade, já as tinha recebido há mais de um ano) as informações bancárias relativas às tão referidas contas na Suíça, elas confirmam que em lado algum delas sou referido. Nem como titular, co-titular, último beneficiário ou por qualquer outra forma que me permitisse ter acesso, ou capacidade de dispor, agora ou no futuro, desse dinheiro. Nada!

Este facto tem sido propositadamente escondido porque põe em crise a exótica teoria de que o dinheiro do meu amigo é, afinal, meu, e de que ele era apenas um «testa de ferro». Ora, se assim fosse, não poderia haver um mas vários (pelo menos mais um) «testas de ferro». Já são «testas» a mais para a delirante imputação.

Este é, portanto, o verdadeiro facto novo: depois de tanta busca, de tantas escutas, de tantos interrogatórios, depois até da resposta à carta rogatória, a investigação não só não prova nada do que afirma, como provou exactamente o contrário: que o dinheiro pertence a outro ou a outros, que não é meu nem nunca foi e que não posso, nem alguma vez pude, dispor dele.

4.      Os métodos do Ministério Público

Os métodos usados pelo Sr. Procurador não param de nos surpreender - o que, aliás, só confirma a descrição feita no artigo da Drª Paula Lourenço. Começou, claro está, com a minha detenção no aeroporto, um propositado espectáculo, que não visou qualquer objectivo jurídico legítimo. Não foi uma acção da justiça, foi uma deliberada encenação.

Depois, veio o episódio do mail. A verdade é que durante dias alguém escondeu o mail em que expressamente pedia para ser ouvido neste processo, para depois poderem promover a minha prisão preventiva com base na fantástica teoria do "perigo de fuga".

Finalmente, para não me alongar neste ponto, surge a história da carta rogatória às autoridades Suíças. O Sr. Procurador emitiu-a em Novembro de 2013 e a resposta, chamada “final”, só chegou mais de um ano depois, em Fevereiro de 2015. Mas o que é aqui extraordinário é que esta demora não se deveu a qualquer atraso das autoridades Suíças. Ela resultou, isso sim, dos pedidos e da vontade do procurador português. Já se duvida que o Ministério Público seja livre de promover o retardamento dos inquéritos. Mas é certamente ilegítimo usar, depois, a demora, que ele próprio provocou, para obter o prolongamento do prazo de inquérito e, pior, usar essa demora para justificar a prisão preventiva com base no perigo de perturbação do inquérito, quanto à recolha dessa mesma informação! Foi este o logro: o Procurador pediu às autoridades Suíças que retardassem a resposta que tinham pronta para, no momento da detenção, poder dizer que estavam ainda a decorrer essas diligências rogatórias que os arguidos podiam "perturbar".

5.    O crime de corrupção

 

Quanto a este crime de corrupção – e esta imputação, sem factos e sem provas, não passa de um insulto – a situação a que o processo chegou é pura e simplesmente patética. Os jornais reportam que a investigação se "concentra" agora nas suspeitas sobre os contratos do TGV, da Parque Escolar, das construções rodoviárias e nos negócios na Venezuela. Isto é: passados todos estes meses, nem sequer sabem dizer onde foi cometido o crime, se no TGV, se nas escolas, se nas estradas ou se em algo completamente diferente, talvez até num país estrangeiro (já ouvi falar de vários, de Angola à Venezuela).

Será perguntar demais em que país do Mundo foi praticado o crime de que me acusam? E, quanto ao momento do crime, dizem agora que o período está "bem" delimitado: entre 2005 e 2011. Extraordinário! A pergunta é esta: como é que alguém se pode defender de uma imputação tão vaga, se a própria acusação não sabe dizer nem quando, nem onde, nem em quê?!

Isto diz-nos muito acerca da verdadeira origem desta investigação: ela não nasceu para perseguir um crime, mas para me perseguir pessoalmente, foi a caça ao homem – esta “Operação Marquês”.

Quem imputa crimes sem fundamento, o que faz é ofender e insultar. Quem prende para investigar e usa a prisão como única prova não só nega a justiça democrática, mas coloca-a sob a horrível suspeita de funcionar como instrumento de perseguição política. Felizmente, tudo isto não passa de um “supor”...

E pronto, velho amigo, é isto. Claro que estou ansioso por poder voltar a conversar contigo e com os nossos amigos sobre a política e a vida. Mas, por favor, não te preocupes com o meu ânimo. Estou forte e confiante. Isto não me tirou a alegria.

 

Abraça-te com força

o teu, muito teu amigo,

José Sócrates

 

P.S.: Uma derradeira nota, para comentar contigo estes mais recentes desenvolvimentos, da detenção de Joaquim Barroca, aproveitada para reanimar a campanha de difamação contra mim, imputando-me, enquanto Primeiro Ministro, e ao meu Governo, crimes de corrupção em favor do Grupo LENA.

Essas imputações, melhor dito, insinuações, são falsas, ultrajantes e absurdas: como já disse, nunca intervim, nem diretamente nem indiretamente em nenhum dos alegados concursos que têm vindo referenciados.

E é igualmente falso que existisse especial proximidade entre mim e Joaquim Barroca, com quem apenas me encontrei uma meia dúzia de vezes na vida.

Mas, mais, a afirmação de que teria havido um favorecimento do Grupo LENA é não apenas falsa, como absurda, incapaz de resistir ao confronto com os números – em termos relativos, o Governo actual adjudicou a este Grupo mais empreitadas de obras públicas do que o Governo socialista (0,36%, em 2012, contra 0,25%, em 2010, mantendo-se semelhante essa comparação para os anos de 2013 e 2014). No que diz respeito a adjudicações por ajuste directo, encontramos a mesma relação (10% da contratação do total da construção, entre Julho de 2011 e a presente data; 7%, entre o fim de 2008 e Junho de 2011).

Fiquemos, então, à espera dos próximos episódios deste folhetim de mau gosto e nenhum senso.

publicado por 59abc59 às 11:59

Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Sobre o tema, aconselhamos a ler o texto escrito por Clara Ferreira Alves e publicado no Expresso.

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Na vulgata bíblica, o nosso coelho seria um bem-aventurado, bem-aventurados os pobres de espírito porque deles será o reino dos céus.

Temos de considerar os pronunciamentos do primeiro-ministro como indissociáveis do dr. Passos Coelho. O que quer dizer que quando diz uma palurdice com jovialidade ou desdém, o primeiro-ministro fala. E Passos Coelho diz não uma mas várias palurdices. Anote-se a imaginativa comparação de Portugal com Singapura e a aposta na “competitividade” da economia portuguesa (a sétima mais lenta do mundo). É a comparação do sétimo cágado do mundo com o galgo asiático. Calcula-se que o nosso primeiro nunca tenha posto um pé em Singapura e muito menos passado os olhos pelas obras completas de Lee Kwan Yew. Um fez do prostíbulo e entreposto colonial de Singapura um país moderno, próspero e que trata bem os seus nacionais, outro esqueceu-se de pagar a Segurança Social e em vez de escrever e fazer obra entretém-se a denunciar os pecados alheios e a desculpar-se dos próprios. Na vulgata bíblica, o nosso Coelho seria um bem-aventurado, bem-aventurados os pobres de espírito porque deles será o reino dos céus. Um simples. Mas teria de ser um simples de coração e quanto a isto não estou certa. Vem à tona na pior altura um rancor ou uma malícia que diminuem qualquer primeiro-ministro. José Mariano Gago, um ex-ministro e um colega da política e de Governo morreu. Morreu discretamente, como viveu. Os homens com obra não precisam de portadores de recados nem de agências de comunicação. O ex-ministro da Ciência morreu e o que se espera de um chefe de Governo é que, educadamente, lamente a perda, cumprimente a família e faça o elogio institucional. Não se trata aqui de mortuis nihil nisi bonum e sim de um ato de justiça. E não se ajustam contas nem se fazem insinuações com mortos. Li nos jornais que no pronunciamento público sobre a perda, o primeiro-ministro introduziu um “apesar de”. Deu um contributo inestimável “apesar de” ter feito parte de governos socialistas. É como entrar num funeral e dar os pêsames à família dizendo: foi um grande homem apesar de ser vosso parente. Porque José Mariano Gago foi não apenas um ministro visionário, competente e dedicado que mudou a educação e qualificação científica em Portugal, fê-lo com o Partido Socialista e com os socialistas. Tinha sido um resistente, um chefe estudantil da oposição que não tinha medo do regime e que conseguia ser ao mesmo tempo um aluno brilhante, destemido e convicto. José Mariano Gago trabalhou com António Guterres e com José Sócrates como primeiros-ministros e nunca renegou essa companhia. O problema de Passos Coelho, e do corpo expedicionário que o acompanha na intimidade do boudoir político e aos quais, como dizem as notícias, ele “ouve”, e que “consulta”, é o da falta de juízo e conselho. Deviam obrigá-lo a medir as palavras porque há um limite para a palurdice. Ou o primeiro-ministro pensa o que diz, e acha que se Mariano Gago não fosse socialista aumentava o seu capital humano, político e científico, ou então o primeiro-ministro estava a fazer humor à custa de um adversário político prematuramente morto por doença. O diabo que escolha.

Há uns bons anos, se a memória não me falha e a memória do então vivo Vasco Graça Moura também não, o romancista Fernando Namora tinha num dos romances a frase: “o ruído ensurdecedor da máquina de cortar fiambre”. Namora teve o seu período de esplendor e foi sepultado sem ter ressuscitado mas no tempo em que isto se passava estava muito vivo e era muito lido e vendido. O Vasco e eu tínhamos uma pequena coleção de pérolas literárias, uma coleção de péssimas imagens da literatura portuguesa, e esta era uma delas. Uma descoberta do Vasco, juntamente com esta de outro estro: “O pôr do sol no Tejo parecia a hemoptise de um príncipe russo”. Ou mais ou menos isto… Eu gosto particularmente do ruído ensurdecedor da máquina de cortar fiambre, que me parece um arranjo minucioso de insignificâncias. Suponho que o autor comparava o ruído ensurdecedor da máquina de cortar fiambre a uma orgia sonora destinada a contrastar ou reforçar o resto da frase. Nunca li o livro nem li a frase mas confio na memória seletiva do Vasco Graça Moura. Se não fosse de Namora seria igualmente válida a proposição. Utilize-se o ruído ensurdecedor da máquina de cortar fiambre quando há necessidade de um termo que defina a frase destituída de sentido, nula, prodigiosamente vazia. O “cant.” Muito do jargão político oficial é isto. E muito do discurso político do PSD de Passos é isto, o ruído ensurdecedor da máquina de cortar fiambre. Se quisermos associar à imagem a ideia de austeridade, cortar o fiambre, a frase é perfeita. E o autor um génio porque o que não resultou na literatura resultou, por metáfora e metonímia, na vida.

 

Quando é que a máquina gripa?

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 19:51

Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Vão poucos dias que comemorámos o dia em que nos foi restituída a liberdade e nos foram abertas as portas para um mundo mais justo, solidário e fraterno.

Hoje, pretendemos com a publicação de um poema de Florbela Espanca e um vídeo com um tema cantado por Celina da Piedade, homenagear a região que tanto amamos – ALENTEJO

Espero que gostem.

 

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte 
A planície é um brasido... e, torturadas, 
As árvores sangrentas, revoltadas, 
Gritam a Deus a bênção duma fonte! 

E quando, manhã alta, o sol posponte 
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, 
Esfíngicas, recortam desgrenhadas 
Os trágicos perfis no horizonte! 

Árvores! Corações, almas que choram, 
Almas iguais à minha, almas que imploram 
Em vão remédio para tanta mágoa! 

Árvores! Não choreis! Olhai e vede: 
- Também ando a gritar, morta de sede, 
Pedindo a Deus a minha gota de água! 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

VÍDEO

CEIFEIRA

 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 13:33

Domingo, 26 de Abril de 2015

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Já falta pouco. Só faltam três vitórias.

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HINO

 Amorim Lopes

 

 

 

publicado por 59abc59 às 19:17

Mação pode viver no antigo Quartel dos Bombeiros, com organização da A. C. “Os Maçaenses” o 1º Festival das Sopas.

Carnes grelhadas, 5 sopas, pão caseiro, boa pinga e boa música, foram os ingredientes utilizados para que mais de 200 pessoas pudessem desfrutar de um serão bem passado e em família. Cinco sabores do antigamente foram muito bem recordados.

Tiramos o chapéu à organização e estamos certos que, ficaram bastante encorajados, a repetir para o próximo ano, com alguns retoques, o 2º Festival.

VÍDEO

 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 15:11

Sexta-feira, 24 de Abril de 2015

Pelo muito que gostámos do poema que acabamos de ler, não resistimos à tentação de o publicar no nosso espaço.

MARIA CARVALHO: que a saúde e a força inspiradora nunca te falte, para continuares a pincelar o belo quadro poético que aos poucos vais construindo.

“ABRIL” foi ontem, é hoje e será amanhã se os Homens quiserem.

Eu quero!  

Amorim Lopes

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LIBERDADE
Quando eu não mais acreditar nos meus sonhos
Hei-de lembrar-me de ti
Sonhando
Um mundo melhor
Sempre dizendo e incutindo 
Em mim
O conceito da LIBERDADE
Da ESPERANÇA
Da JUSTIÇA
Da HONESTIDADE
Nunca te foste
Pairas em mim todos os dias
E em cada ABRIL que passa
Neste ABRIL que já não é o teu
Mas que fui obrigada
A que fosse meu
Nesta noite de ABRIL
As lágrimas rolarão no meu rosto
As saudades serão mais dolorosas
Do que é habito 
Porque os homens dos teus sonhos
Não fizeram um mundo melhor
Não, não fizeram
Nem para mim que tanto amavas
Nem pelo País porque lutavas
Nesta noite comemora-se ABRIL
Abril das flores
Abril dos amores
Abril da
Perfeita beleza... 
Já foi uma esperança
Hoje uma certeza 
Uma certeza 
Que dói 
Que causa tristeza 
Mas como te prometi
Hoje e sempre
Vou andar por aqui
A lutar pelos teus sonhos
Que também são os meus
E como diz o Poeta
Isto vai Camarada 
Isto vai
Prometo que não vou desistir
Prometo
Prometo
Por mim, pelos meus sonhos
Por ti
Meu querido PAI
24.04.2015

Maria Carvalho

publicado por 59abc59 às 20:40

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É hora de reviver “ABRIL”.

É hora de nos unirmos, descobrir o caminho, abrir as portas e sair do “pantanal” em que nos mergulharam.

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Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 09:20

Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

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Seguidamente apresentamos o testemunho de Ahmed Abdalla, que derivado à guerra, teve que abandonar, juntamente com a mulher e três filhos, Mogadíscio na Somália. O testemunho foi recolhido pela jornalista Carolina Reis e publicado no Expresso Online.

À jornalista e ao fotógrafo – António Pedro Ferreira, os nossos agradecimentos pelo belíssimo trabalho apresentado.

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publicado por 59abc59 às 17:22

Segunda-feira, 20 de Abril de 2015

Recentemente, o Governo aprovou medidas na área das águas, juntando as várias empresas intermunicipais existentes, em número de 19, em cinco regiões.

Com esta modificação, pretende-se reduzir custos, tornar a gestão mais equilibrada e transformar as tarifas mais equitativas. Tornar o custo da água igual para todos.

Concordamos com as medidas e com os objetivos pretendidos.

Muitas vezes nem tudo são maravilhas.

E se o que agora começa a ser desenhado, for o início de uma caminhada para uma futura privatização das águas? Se assim for, já estamos em desacordo.

Um bem, a água, imprescindível a todos, deve ser gerida por nós e nunca entregue às garras do capital.

Se os caminhos forem os da privatização, então, já nada nos espanta ver um dia os cemitérios também envolvidos em negócio semelhante.

São meras suposições que, face ao desenrolar dos acontecimentos, nos levam a admitir que tudo isto possa um dia ser realidade.

O futuro o dirá!

Segue texto de Paulo Morais publicado no Correio da Manhã e um vídeo com parte de um programa emitido pela RTP Informação, cujo tema é a ÁGUA.

TEXTO

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Tendo Portugal bastantes recursos hídricos, o futuro apresentava-se risonho, com os portugueses a dispor de água barata e em abundância.

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Mas, percebe-se agora, a riqueza não vai ser para todos e está em vias de ser totalmente transferida para privados.

Nos últimos anos, foram inúmeros os concelhos que alienaram o negócio da distribuição de água através do mecanismo das parcerias público-privadas. Em Barcelos, em Paços de Ferreira e em muitos outros municípios, os autarcas assinaram contratos ruinosos, garantindo preços elevados na água a pagar pelos consumidores, ao mesmo tempo que se comprometiam a consumos mínimos. Os cidadãos começam então a suportar preços exorbitantes; e, quando o consumo não atinge os valores previstos, as Câmaras assumem os custos, a título de indemnizações compensatórias. Neste modelo, os cidadãos pagam sempre: ou de forma direta, enquanto consumidores, ou indiretamente enquanto contribuintes.

Os novos donos do esquema são os que dominam os negócios das autarquias, os patos bravos: construtores e promotores imobiliários que criaram empresas no setor do ambiente. Agora, garantem rendas fixas num negócio em regime de monopólio.

A agravar tudo isto, alguns contratos são celebrados por prazos obscenos. Em Gaia, a concessão do serviço já vai em vinte e cinco anos e, em Braga, os parceiros privados da AGERE (empresa municipal com competência delegada) têm boas rentabilidades garantidas por cinquenta anos! Temos assim autarcas eleitos por mandatos de quatro anos a comprometer orçamentos municipais por duas gerações!

A machadada final prepara-se, desta feita a nível nacional. O governo quer reduzir o preço da água no interior à custa de aumentos aos consumidores do litoral. Como estes são muitos mais, esta é uma forma disfarçada de aumentar a receita global. Engorda-se assim o negócio e já se avista a privatização no horizonte.

A água, que deveria constituir um serviço público essencial, e é até um direito humano, está pois a transformar-se tão-só num negócio capturado por interesses económicos gananciosos.

 

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 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 18:03

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