E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Teixeira dos Santos explica como o chumbo do PEC IV levou ao pedido de resgate

VÍDEO

 

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Confidencial

Gabinete do presidente

Senhor primeiro ministro

“Recebi hoje informação, da parte do senhor Governador do Banco de Portugal, de que o nosso sistema financeiro não se encontra, por si só, em condições de garantir o apoio necessário para que o Estado português assegure as suas responsabilidades externas em matéria de pagamentos durante os meses mais imediatos. Ainda esta manhã o senhor Presidente da Associação Portuguesa de Bancos transmitiu-me idêntica informação.

Estes factos não podem deixar de motivar a minha profunda preocupação.

Não desconheço que o Governo tem repetidamente afirmado que Portugal não necessitará de recorrer a qualquer mecanismo de ajuda externa e é certo que a competência pela gestão das responsabilidades financeiras do país cabe por inteiro ao Governo.

Não disponho de informação sobre as acções e diligências que o Executivo estará a desenvolver para assegurar o cumprimento dessas obrigações. Porém, é do conhecimento público a situação do mercado que a República vem defrontando, desde há vários meses a esta parte, bem como o facto de o sistema bancário se encontrar sem acesso ao mercado desde há mais de um ano.

Atenta a especial sensibilidade desta matéria e as gravíssimas consequências que decorriam para o nosso país de qualquer eventual risco de incumprimento, é essencial que o Governo garanta, com toda a segurança e atempadamente, adopção das medidas indispensáveis para evitar tal risco.

Nestas circunstâncias, entendo ser meu dever levar ao seu conhecimento que, se essa vier a ser a decisão do Governo, o Partido Social Democrata não deixará de apoiar o recurso aos mecanismos financeiros externos, nomeadamente em matéria de facilidade de crédito para apoio à balança de pagamentos

Considerando a extrema relevância desta matéria, informo ainda que darei conhecimento desta carta confidencial ao senhor Presidente da República.

Com os cumprimentos,

[assinatura]

Pedro Passos Coelho

Lisboa, 31 de Março de 2011

Publicado no jornal Público de 16-09-2015

Com o que acabámos de divulgar, concluímos que a Troica veio para Portugal a pedido, contra a sua vontade, de Sócrates, que sofreu pressões de vária ordem – inclusive do atual Primeiro-ministro, ao tempo presidente do PSD.

O chumbo do PEC IV foi decisivo para a rendição de Sócrates.

O antigo Primeiro-ministro, tudo fez, para que o nosso País fosse tratado como viria a ser tratada a Espanha.

Foi o aventureirismo de Sócrates e a fome de PODER do PSD, que nos conduziram à realidade que hoje vivemos.

Amorim Lopes

 

publicado por 59abc59 às 12:57

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