E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

A nossa vida,no dia a dia, começa a ficar insuportável. Metade do subsídio de Natal, vai ser cortado. As compensações pelos despedimentos vão diminuir. Na saúde, várias regalias vão enriquecer a nossa história. O Iva vai aumentar, mesmo com promessas do contrário. O nosso património foi e será vendido ao desbarato, para fazer a vontade, dos que vivem do e com o capital, fazendo-nos reféns do seu próprio capital. Em tudo o que é rápido e fácil de tomar decisões, o Governo lança mão. Democraticamente, aceito tudo o que nos vai sendo imposto.

Onde estão as medidas, para ir tirar riqueza onde ela está? Os carros de alta cilindrada e outros luxos já foram reduzidos? Os subsídios de integração dos políticos já foram revistos? As reformas milionárias já foram proibidas? As medidas contra a corrupção já foram tomadas? Aos corruptos e oportunistas já foi feita justiça?

Tudo o que é para penalizar a média e baixa sociedade, as medidas são rápidas. Para pedir a colaboração e a ajuda solidária, dos altos cargos e riquezas do País, as medidas não surgem, pois a estrada da solidariedade foi cortada.

Neste mundo em que vivemos, começamos a ficar preocupados, com as gerações futuras. Sem trabalho, como podem constituir, a família que tanto ambicionam? Os mais arrojados, tentam melhorar a sua vida noutras paragens. Outros há, que manobrados por grupos amantes da violência, vão destruindo o mundo que os rodeia. Olhemos para o que aconteceu em Paris e agora em Londres. Como ficaria o Velho Continente, se os acontecimentos de Londres, surgissem em simultâneo, em toda a Europa? Já é tempo, de parar um pouco para reflectir, na questão que apresentamos: Para um Mundo melhor, devemos abraçar um Estado Neoliberal ou um Estado Social?  

A este respeito, há todo o interesse em meditar, no que o Juiz Desembargador Rui Rangel escreveu no C.M.

 

Geração sem esperança

O modelo político europeu criou e alimentou uma geração sem esperança. Uma geração sem valores, sem referências, perdida na espuma dos dias. Os responsáveis por esta triste realidade são os dirigentes políticos que não perceberam que, ao não providenciarem soluções para os menos favorecidos e desempregados, seriam estes a tratar da vida dos mais favorecidos, semeando a violência e a desordem social.

Os fenómenos de violência a que estamos a assistir na Grã-Bretanha, a pátria dos direitos e da civilização, têm de tudo um pouco. Quem pensar que se confina a um problema de criminalidade pura e dura engana-se. Não são só grupos de criminosos à solta. Os problemas sociais, a falta de emprego e de formação, a ausência ou desagregação das famílias também estão associados ao que se está viver.

O que temos é, sem dúvida, uma geração sem esperança numa Europa sem esperança, que está velha e esgotada. Que adianta uma Europa com história, que prega valores, se não é competente para

oferecer trabalho a quem precisa de comer?

Naturalmente que os criminosos, os xenófobos, os racistas, a emigração ilegal e os nacionalismos, ou seja, todos os que vivem nas franjas da sociedade, aproveitam-se do descontentamento instalado. Este é um terreno fértil para aparecerem e imporem as suas regras. E como a Europa não se fecha à chave, não conseguiu impedir a entrada de gente sem rumo, que procura uma vida melhor.

Esta mistura de raças, este conflito de gerações de jovens em busca do tempo perdido, que nada têm a perder, porque nada têm, torna este terreno explosivo. E mais explosivo devido ao efeito multiplicador do conhecimento gerado pelas redes sociais e pela cobertura dos média.

Sendo certo que é preciso impor sempre a ordem social e a paz, estes problemas não se resolvem, de forma sustentada e consolidada, à bastonada. As bastonadas resolvem o provisório, mascaram a face da violência e dão uma ilusão de paz. A paz e a segurança resolvem-se com emprego, estabilidade social, com redes de apoio e de solidariedade, com educação e com formação.

Luther King inspirou uma geração em favor das transformações sociais sem nunca abrir mão da paz.

Para esta geração sem esperança que caminha na esperança de encontrar a sua paz e a sua vida, a guerra e a violência são o caminho. Não há mercado nem crise financeira que resista a este teste de contaminação. De nada adianta controlar o défice público se cair sobre nós a violência e se não houver paz. Mas a paz de todos e para todos.

 

Por:Rui Rangel, Juiz Desembargador

 

Unidos, façamos um Mundo mais justo e solidário. Unidos façamos Portugal. Lutar pelos nossos direitos, sim! Mas sem violência. Que os vídeos que publicamos, não voltem a acontecer.

Amorim Lopes 
 
 
 
 

 

 

 

 



 

publicado por 59abc59 às 01:22

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