E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011

Hoje 5 de Outubro 2011, já lá vão 101 anos, que um grupo de corajosos Portugueses, com ideias Republicanas, conseguiu por termo à Monarquia. A situação económica do país era má e com a mudança alcançada, renasceu a esperança de um Portugal melhor, mais justo e mais solidário.

Hoje, passados 100 anos, encontramo-nos novamente, a braços com uma nova crise gravíssima. Pensamos que com trabalho, poupança, com um país mais solidário, menos ganancioso, aumentando em qualidade e quantidade a produção, havemos de sair vencedores. Nós estamos prontos, a dar o nosso melhor, para ajudar a construir um Portugal mais feliz, onde todos, sem grandes riquezas, mas com os mínimos indispensáveis, possam novamente voltar a sorrir. Preocupa-nos, que dos círculos onde nada falta, não se oiça uma voz solidária, que diga, contem connosco. Nos discursos hoje proferidos, todos disseram, temos que poupar, temos que trabalhar, temos de produzir. Estranhamente, nunca ouvi dizer, “Vou Fazer”. São princípios que poderiam começar a ser corrigidos.

No seguimento do que acábamos de referir, entendemos publicar um texto do nosso grande amigo António Manuel, que foi publicado, no último número, no jornal Voz da Minha Terra.

Sobre o que o texto relata, escusamo-nos a fazer comentários, deixando para o leitor, a total liberdade, de extrair o sumo à sua maneira.

Ao nosso grande amigo António Manuel, os nossos agradecimentos, pelo belo texto e tema que escreveu e abordou, e que Deus lhe dê muita saúde, energia e arte, para muito mais, gratuitamente, nos poder doar.

Publicamos o texto, porque gostámos dele e entendermos, que o trabalho, deve ser lido por muitos mais.

Amorim Lopes 

 

FOI BONITA A FESTA,PÁ!


Desde “o 25 de Abril” de 1974, Portugal tem sido governado por comunistas, socialistas, sociais-democratas, centristas/populistas, isoladamente ou em coligação.

Desde então, teoricamente pelo menos, todas as teorias políticas que presidiram à prática dos partidos ou forças que marcaram os rumos do país estiveram conotadas com aquilo a que o senso comum chama de esquerda ou próxima dela. (Até o único partido que se podia associar como sendo de direita, se afirmava de centro, “Centro” Democrático e Social - CDS).

Sempre com a preocupação de garantir a concretização dos

direitos sociais, inquestionáveis, dos cidadãos, aquelas ideologias e forças políticas e partidárias estiveram mais preocupadas em distribuir do que em criar condições para a produção de riqueza.

Enquanto a Europa “amiga” foi solidária e foi transferindo os recursos financeiros necessários ao banquete não se vislumbraram problemas de monta. Embora a maior fatia fosse para os bolsos de uma minoria, ainda iam sobrando migalhas para a populaça andar entretida com o circo e não levantar grandes problemas.

Afinal, não se passava nada de novo neste jardim à beira mar plantado.

Quem conhece um pouco de História de Portugal há muito percebeu que, com raras excepções, poucas e curtas, andámos sempre à procura da riqueza fora de Portugal.

 

Fomos para Ceuta, em 1415, à procura de cereais e de entrar nas rotas do ouro que, da África Negra, chegavam ao norte de África. Depois foi a Costa Ocidental africana, Angola incluída, seguindo para o Oriente em demanda das especiarias. (D. Manuel ficou conhecido na Europa como o “rei da pimenta”.) Terminado o ciclo das especiarias, com a abertura dos mares à concorrência francesa, holandesa e inglesa, virámo-nos para o Brasil e de lá vieram o açúcar, os diamantes e o ouro.

Trabalhar para quê?

Havia metal precioso para pagar as importações… Acabado o ouro brasileiro, um pouco mais tarde, já no século XIX, é na África que procuramos a nova “árvore das patacas”.

Assim foi até 1974.

Regressámos do império ao quadradinho inicial. Uns anos para lamber as feridas e tirar novo azimute. Logo encontrámos outro caminho: a CEE, aqui mesmo à mão de semear. E aí estavam novamente os recursos que pareciam não ter fim.

Nos intervalos de tantas viagens, e quando o comércio internacional da época entrava em crise, então havia um esforço de criação de riqueza nacional.

Aconteceu com o 3.º Conde da Ericeira, D. Luís de Meneses (1632-1690); com Sebastião José Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, (1699-1782); com a Regeneração (1852) e pouco mais.

Curiosamente, estes esforços produtivos acabaram mal: o Conde da Ericeira suicidou-se; o Marquês de Pombal acabou exilado nos seus domínios, proibido de pisar o solo da capital; os políticos da Regeneração e seguintes levaram Portugal à bancarrota em 1892.

É verdade que de desgraça em desgraça, Portugal lá foi vivendo e os portugueses, uns melhor que outros, lá se foram safando.

 

Hoje, no fim deste verão de 2011, aqui estamos todos meio aparvalhados a perguntar como foi possível chegarmos a esta situação e, de mão estendida, a esforçarmo-nos para mostrar aos credores que ainda merecemos um resto de credibilidade.

Agora é a sério.

Terminou a festa.

Foi bonita, mas acabou.

Ao trabalho!

Vales, 10 de Setembro de 2011

antónio manuel


publicado por 59abc59 às 19:17

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