E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Recebemos do nosso amigo e professor Pomba Marques, o texto com o título “ Palavras soltas, à solta “. Por gostarmos do que escreveu e entendermos, estar este em consonância, com o momento que vivemos, resolvemos publica-lo neste pequeno espaço, que diariamente vamos utilizando.

Terminamos, desejando ao Professor e Amigo, muita saúde, inteligência e inspiração, para nos conseguir doar, muitos trabalhos, como o que seguidamente, vamos publicar.

Amorim Lopes   

 

 

Palavras soltas, à solta

      " I - Riquinhos, ricos, ricaços, estais alerta, que lá virá o juízo final?

      É que o camelo não passa pelo buraquinho da agulha e o nosso ardente desejo de viver por mais tempo segreda-nos que a alma não morrerá!....

      Ricos maus ou maus ricos, vós sois tão pobres nas vossas acções!... Anões nas ideias, rasteiros, baixinhos são os vossos propósitos. Que penal...

       Nós, o nosso juízo sobre vós é de arrasar, sem dó nem piedade.

       A escritora Sofia de Mello Breyner, autora, de "A fada Oriana", jura  que a Fada Má toca o Senhor Rico com a varinha do mau fado. Deixa-o careca, sem cabelinho algum; a ganância rói-lhe as entranhas, esvaziando-o de alegrias íntimas; põe o seu coração a bater ao compasso do tilintar do dinheiro; dança carregado, com os bolsos atulhados de moedas, de notas, de títulos e de cadernetas. Enfim, uma história medonha. Fará parar, para pensar?

      Não ledes o breviário escrito pela vida de gente grande - as pessoas com fortuna por fora mas ricos também por dentro - isto é, quando o rosto é uma janela de cintilante generosidade, credora a admiração de cada homem seu irmão?

      2 - Políticos, politiquinhos, politiqueiros, ainda não vos cansastes de abusar da confiança em vós firmada, no acto das eleições? Que tal essa politiquice dos cordelinhos, das tramóias, das reles maquinações?!...

      Abraçai de vez a causa nobre da política, endireitai a espinha, sede balizadores do rumo a seguir pelo nosso país, o qual merece um futuro digno do povo de uma "Nação valente e imortal".

      3 - Senhores doutores, doutores senhores do seu nariz, com estas palavras banais, nós vos apeamos do pedestal da vossa vaidade balofa.

      Sois como "perus emproados", cujo "glu-glu" sai desafinado. Tão mal nos soa a voz dessa ave de cauda em leque garrido!...

      Dai uma vista de olhos à cartilha da humildade da verdadeira competência. Caramba, aprender é crescer!...

      A nossa vénia aos doutores na sabedoria, aos modelos de carácter...  aos mestres no exemplo da sua caminhada cá neste mundo.

      4 - Agora, pomo-nos de joelhos, implorando com veemência, para não cairmos nas garras do diabo da má língua."

 

                                                                                                                                                                                            Pomba Marques

 

publicado por 59abc59 às 15:22

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