E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sábado, 05 de Maio de 2012

Temos por diversas vezes apelado para que a nossa vivência diária tenha como guião a bandeira da solidariedade.

Infelizmente,

na justiça há menos justiça, na saúde menos saúde, nos apoios sociais os níveis de ajuda vão diminuindo, nos salários vão- lhe sendo abatidas algumas unidades, nos vários impostos o aumento é rápido e asfixiante.

Tudo se faz com a maior das naturalidades, sem se ser sensível, ao aumento diário dos candidatos à fome e à miséria.

Na outra face da moeda, vemos a banca e muitas outras empresas a apresentarem lucros elevados e os seus altos quadros a terem salários muitas vezes obscenos.

O governo é rápido a penalizar a classe média e baixa, enquanto os grandes senhores a tudo têm direito, menos a apertar o cinto.

No caso das rendas pagas às grandes empresas, os governantes têm medo de fazer justiça.

Também somos da opinião de que quem tem riqueza devia, de livremente, ser mais solidário e não esperar, que o obriguem a sê-lo.

 Contrariamente ao que se passa entre nós, a onda de solidariedade, na América, vai aumentando dia após dia, como pode

 

ser comprovado lendo o pequeno excerto do artigo intitulado – “Milionários solidários”, publicado no Correio da Manhã e escrito por Rui Pereira, Professor Universitário:

“Não quererão os nossos milionários seguir o exemplo dos americanos e doar metade das fortunas?

Quase cem milionários americanos aderiram já à iniciativa de doar metade das fortunas para causas filantrópicas, promovida pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e pelo empresário Warren Buffett. Entre os aderentes contam-se David Rockefeller, Ted Turner e o mayor de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Este explicou assim a sua motivação: "Fazer a diferença na vida das pessoas – e vê-lo com os nossos próprios olhos – é talvez a coisa mais gratificante que existe. Desta vida só levamos a lembrança das nossas acções, pois o resto é ornamentação."

 

 

Nós estamos prontos a abraçar tudo o que possa contribuir para a construção de um Mundo mais solidário.

O que podemos e gostaríamos de fazer é muito pouco, é uma pequena gota de água caída num mar que, sem esta e muitas mais, corria o risco de secar.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 14:08

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