E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Hoje, começamos com a publicação de um vídeo, no qual Passos Coelho afirma, o que viria a fazer se um dia governasse o País.

 

Foram promessas e mais promessas, desenhadas e emolduradas por palavras que um dia o vento levou.

Foram promessas que agora não são concretizadas. Os impostos sobem, a fome aperta, o desemprego atinge os 15% com perspectivas de aumentar, a qualidade da saúde cai para um nível Europeu no qual, os países de Leste, são os únicos abaixo de nós.

Na cidade de Coimbra, as urgências nocturnas do Hospital dos Covões são encerradas e, em contrapartida, hoje um mega hospital privado abre as portas ao público com serviço de atendimento permanente.

Somos um País, que fomos e estamos a ser governados por políticos que não nos merecem confiança. A nau, em que nos encontramos, é comandada por um mestre insensível às adversidades e que tem a coragem de afirmar: “despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma” mas sim uma  “oportunidade de mudança”.

Ser agricultor é uma forma de empobrecer alegremente!  Em Portugal, Cidadão com um “C”, é trabalhar honestamente sem animosidade, ser-se tristemente pobre mas familiarmente rico até morrer e estar constantemente a  ver corruptos, homens sem escrúpulos e oportunistas a fazer o que bem entendem.

 

Como diz Emídio Rangel, no texto que seguidamente publicamos, uns comem caviar e banham-se em perfumes e outro suportam a canga dos sacrifícios.  

Estamos à beira do abismo: com este andar, será que nos obrigam a dar um passo em frente?

Nós, tudo faremos, para que um dia radiante jamais se transforme numa noite tormentosa!  

 

 

Vergonha nacional

 

 

"Este é o País das Excepções. Afinal, o pagamento da crise não é igual para todos. Os cortes são só para alguns. Os senhores que comem caviar, que se banham em perfumes, que se passeiam de Bentley e jogam golfe não podem ser prejudicados nas suas vidinhas. Era descaramento a mais do Governo tratar todos de forma igual.

 

Rapazes bens cheirosos, charmosos e de porte elegante merecem o estatuto de excepção. É justo. Os que vieram ao mundo para sofrer e suportar a canga dos sacrifícios é que devem pagar a crise. Pensar de outra forma é revelador de inveja, sentimento mais mesquinho do indivíduo. E se refilarem, porrada neles.

 

Com o fim do colonialismo, em que tínhamos brancos e negros, agora temos brancos de primeira, segunda e terceira categorias. É a estratificação social mais adequada e proporcional à importância do custo e do cheiro do perfume de cada um. É assim que está o País, cheio de gente que luta sem esperança. Tiram-lhes tudo sem sequer pedir licença. E todos consentem no silêncio do sofrimento.

 

Para além do estatuto de excepção, o Governo criou uma espécie de apartheid social. Obrigar os homens do caviar a conviver, no mesmo espaço social, com gente que nada tem, mal nutrida e que não é solidária com o estatuto de excepção é de uma violência sem limites e piedade. Só a razão pública pode potenciar a criação de sociedades menos injustas.

 

Governar é fazer escolhas. As escolhas foram feitas e a lista dos privilegiados, que gozam deste estatuto de excepção, tem crescido.

 

No Orçamento para a Assembleia da República, aprovado por todos os partidos, os deputados e os funcionários da AR mantêm os subsídios de férias e de Natal em 2012; à semelhança do que se passa na TAP Portugal, para a SATA, para a CGD e para o Banco de Portugal.

 

Reparem bem: este ano, o Governo autorizou vinte e três empresas e institutos públicos a terem regras mais abertas e flexíveis no que toca às reduções salariais, quer dos trabalhadores, quer dos gestores. Os principais beneficiários das excepções são os administradores de empresas públicas, que levaram muitas delas à ruína financeira.

 

A lista está a crescer não na medida das necessidades, mas da ganância: CTT, NAV, ANA, Parque Expo, Instituto Nacional de Estatística e Infarmed…

 

Haja decoro! Nenhuma razão pública justifica esta afronta de excepção na não partilha dos sacrifícios.

 

É muito injusta a sociedade que estamos a criar."

 

Por:Rui Rangel, Juiz Desembargador

 

Amorim Lopes

 

 

 

publicado por 59abc59 às 16:06

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