E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Terça-feira, 05 de Junho de 2012

Temos acompanhado com grande preocupação os acontecimentos que diariamente vêm ao nosso conhecimento. Na generalidade, vêm quase sempre carregados de sinais negativos, que pincelam a sensibilidade de todos nós de desânimo e pessimismo.

Hoje foi divulgado o relatório da Troika, que classifica o trabalho do Governo como positivo.

A oposição, na generalidade não concorda com a apreciação feita, atendendo à grave situação que vivemos. Nós estamos inteiramente de acordo, pois os objectivos de quem nos governa não é o estado social - com saúde para todos, com educação para quem quer ser homem, com menos fome e mais solidariedade, mas sim, um estado neoliberal - com um governo de gestão, com menos saúde e educação pública, com um olhar constante para a riqueza em detrimento da pessoa. O Governo, para agradar à Troika, tenta apontar os azimutes para uma sociedade em que “Quem tem olho é rei”.

Numa sociedade em que os salários são dos mais baixos da Europa, com a fome a ser uma triste realidade e com o desemprego diariamente a aumentar, vem o senhor António Borges dizer em entrevista ao jornal Diário Económico - "A diminuição de salários não é uma política, é uma urgência, uma emergência".

António Borges, consultor do Governo, tenta a todo o custo, mostrar à troika que é um dos bons alunos que o País tem.

Será que nos querem pôr a viver a “Pão e água”?

Outra situação que nos preocupa é o mundo da Justiça em que vivemos.

Uns tentam sem ziguezaguear e por caminhos rectilíneos, abraçar uma justiça isenta, justa, fora dos jogos de interesses e clientelismos. Outros há que tentam defender interesses quase sempre diluídos e escondidos na penumbra de jogadas pouco familiares ao cidadão comum.

Vejamos os casos : Casa Pia; Portucale; Isaltino; Duarte Lima - só falta tirarem-lhe a pulseira electrónica. O desfecho é sempre o mesmo – prescrição ou absolvição por falta de provas.

 O caso do Presidente do BES Angola, Álvaro Sobrinho, que foi constituído arguido num caso de corrupção- foram-lhe congeladas as contas que tinha na CGD bem como teve que pagar uma caução de 500 mil euros e outras penalizações, vê agora a justiça decidir o descongelamento das contas, a restituição dos 500 mil euros e a anulação do arresto de seis apartamentos no empreendimento de luxo Estoril Sol Residence.

Finalmente, com o bolo da Justiça muito bem ornamentado, eis que surge a cereja a enriquecer tal embelezamento. “E se há obstáculos não legítimos que dificultem o relacionamento futuro com Angola, há que retirá-los do caminho.” Publicado no Correio da Manhã de 03-06-2012 Por: Ângelo Correia, Gestor

Usando a nossa humilde opinião, ousamos propor: em vez de tirar dos caminhos os obstáculos, porquê não juntar ao enriquecimento ilícito, que não é crime, a corrupção, o branqueamento de capitais e lavagem de dinheiro, legislando nesse sentido?

Será que queremos uma Justiça isenta justa e independente ou uma segunda alternativa, uma Justiça a defender os interesses gananciosos e algumas vezes escuros dos tubarões deste Pais?

Infelizmente, pelo que se tem presenciado, a 2ª hipótese parece sair vencedora.

Para nós, só nos resta uma alternativa: Lutar até que comecem a surgir os ventos da mudança.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 18:10

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