E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

Por várias vezes, temos manifestado a nossa preocupação com o elevado número de pobres que connosco convivem diariamente, com a agravante, de se prever que esse número venha a aumentar. Muito nos espanta que o governo, não tome medidas para mudar o sentido do rumo dos acontecimentos e se mantenha, como puro espectador, do triste espectáculo que muito nos aflige.

Ultimamente, as medidas que este vai tomando, em vez de diminuir o número de pobres, são um forte tónico para o aumento da  vida de miséria.

A este respeito, vale a pena meditar no texto, publicado no Correio da Manhã de hoje e escrito por: Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga, que seguidamente publicamos:

 

Prevenir a pobreza

“A crise que se vive em Portugal não só acentuou a pobreza, como está a arrastar para a insolvência muitas pessoas ditas remediadas ou até da classe média. Em grande parte porque mecanismos perversos estão a aproveitar-se da situação para esmagar famílias e empresas. É o oportunismo diabólico do ‘capitalismo de casino’: esperar pelo seu momento de sorte para ‘limpar’ tudo.

Nesta situação, o Estado tem de intervir na economia, em favor dos mais débeis, sob pena de muitas mais pessoas caírem na pobreza e de empresas entrarem em falência, com o consequente aumento do desemprego. De entre as medidas possíveis, de natureza excepcional e temporária, ressalto as seguintes propostas, assentes naquela racionalidade ética que recusa ser espectadora passiva dos dramas que se desenrolam no grande palco do mundo.

1. Moratória, durante o tempo que demorar o programa de assistência financeira, nos juros aos bancos e nos impostos às Finanças, relativos à aquisição de casa própria, já efectuada, nas situações em que, comprovadamente, se não possam pagar.

2. Correcção dos mecanismos pérfidos dos prazos de pagamento das facturas, que não deveria exceder os 30 dias. O Estado tem de saldar imediatamente as suas dívidas, pois isso injecta imenso dinheiro na economia. Há que obrigar as empresas a fazer o mesmo, ainda que com empréstimo do Banco de Portugal, sem juros ou com juros muito baixos, mediante hipoteca de alguns bens.

3. Criação de mecanismos legais relativos à função social da empresa. Por exemplo, há que evitar a todo o custo a fraude da mudança de designação social da empresa, tendo antes o cuidado de pôr os bens pessoais em nome de outrem.

4. Aumento das pensões mais baixas para valores aproximados ao actual salário mínimo, mediante a imposição de um tecto temporário a todas as reformas ditas douradas e indexação de todos os salários e prémios dos gestores das empresas participadas pelo Estado aos dos ministros, revertendo o superavit para o fundo de estabilização da Segurança Social.

5. Abaixamento dos preços da energia, pois é uma imoralidade e um escândalo que empresas fechem por impossibilidade de suportar os seus custos, quando as fornecedoras e distribuidoras obtém lucros de milhares de milhões.”

 

Por: Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga

 

Ao que o Portugal de Abril chegou! Até a Igreja manifesta o seu inconformismo.

 

Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 11:50

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