E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

O povo galego, no século XIX, viveu tempos de miséria, fome e pobreza, que o levou a emigrar, levando com ele, na bagagem, a esperança de uma vida melhor.

Rosalía de Castro, com a sua poesia, tenta dar ênfase a esse flagelo, a emigração, que pairava sobre o povo galego. Dos muitos poemas que escreveu, merece-nos realce o “Cantar de Emigração”, do qual destacamos: “órfãos e órfãs, tens campos de solidão, tens mães que não têm filhos, filhos que não têm pai”

Também na década de 60, o povo português, vivia debaixo de uma pobreza constante. Os mais aventureiros e arrojados, palmilharam para outros mundos, para onde pudessem amealhar alguns cobres e assim, conseguir uma vida familiar economicamente mais risonha. Conseguiram-no, numa grande maioria, emigrando para França.

Adriano Correia de Oliveira, com a balada”Cantar de Emigração”, letra da galega Rosalía de Castro, e adaptação de José Niza, manifesta bem a revolta, o inconformismo e a não-aceitação, da vida oprimida e miserável em que o povo se encontrava.

Presentemente, o flagelo da emigração começa a estar na ordem do dia: "69% das estudantes, com cursos superiores, têm que emigrar para arranjar trabalho com salários condignos".

Nós, como sentimos na pele, a dor de ter os nossos familiares a trabalhar a milhares de quilómetros de distância, também queremos manifestar a nossa revolta com a situação que se vive, publicando seguidamente o poema e o vídeo, no qual Adriano Correia de Oliveira canta a balada acima referida.

Com união, vontade e crer, Portugal poderá voltar a ser mais justo e igual para todos.

 

Cantar de Emigração

Este parte, aquele parte

e todos, todos se vão

Galiza ficas sem homens

que possam cortar teu pão

 

Tens em troca

órfãos e órfãs

tens campos de solidão

tens mães que não têm filhos

filhos que não têm pai

 

Coração

que tens e sofre

longas ausências mortais

viúvas de vivos mortos

que ninguém consolará

 

VÍDEO

Amorim Lopes

 

publicado por 59abc59 às 17:57

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