E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Estamos a ser governados por gente que não olha a meios para atingir os fins. Aniquilar o Estado Social.

No poder, temos gente indigna, sem palavra, que dá o dito por não dito. Gente de coração gélido, que com uma frieza enorme, farpeia o pobre e explorado povo que outrora lhe entregou as rédeas do poder.

Governo que diariamente vai apunhalando este “retângulo” democrático, que à custa de muitos sacrifícios, sangue e luta, ousou, num florido dia de Abril nascer livre aos olhos do mundo.

Pela nossa humildade, passividade, tolerância aos sacrifícios que nos vão impondo, merecemos muito, mas nunca, gente com a “silhueta” apresentada no texto que seguidamente publicamos – Branco é Portas o põe,   da autoria de Paulo Morais, professor universitário, publicado no Correio da Manhã: 

Branco é, Portas o põe

 

Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. O ministro Aguiar-Branco o coveiro

Quando Paulo Portas, em 2004, enquanto ministro da Defesa e dos Assuntos do Mar, assumiu a tutela dos Estaleiros de Viana, prometeu a salvação da empresa. Mas, no momento em que esta é extinta e o seu património entregue a um dos grupos de pior reputação, ao grupo Mota, ninguém vem pedir explicações ao vice-primeiro-ministro.

Estando a empresa sob tutela do Ministério da Defesa, antevia-se um futuro promissor. Era previsível então que os Estaleiros recebessem encomendas de navios por parte da Marinha. Havia financiamento prometido, pois a Defesa dispunha de verbas avultadas, decorrentes de contrapartidas pela aquisição de submarinos aos alemães. Mas a corrupção que dominou este negócio originou o pagamento de ‘luvas’ e levou a que o governo português jamais tivesse exigido as legítimas contrapartidas. Com a corrupção nos ‘submarinos’, afundava-se a credibilidade de Portas. E o abandono dos Estaleiros de Viana constituía um dano colateral do escândalo. Ao fim de oito anos, nem encomendas, nem contrapartidas. Os Estaleiros de Viana foram abandonados à sua sorte pelo governo de que é vice-primeiro-ministro quem tinha prometido a salvação. Com a justificação de que não dispunha de verbas para viabilizar os Estaleiros, o atual detentor da pasta da Defesa, Aguiar-Branco, anuncia o seu encerramento e a entrega do seu património, sob forma de concessão, a um dos grupos económicos do regime. Inexplicavelmente, o mesmo governo de Portas, que tinha prometido o céu e a seguir tinha condenado os Estaleiros à morte, disponibiliza agora milhões… desde que estes sejam utilizados para pagar o funeral, ou seja, despedimentos.

Ao mesmo tempo, os gestores públicos que até aqui não conseguiam contratualizar encomendas, até se prontificam a transmitir aos novos concessionários os contratos relativos aos navios asfalteiros para a Venezuela. Mesmo que para isso tenham de ir prestar vassalagem ao governo corrupto da Venezuela, numa delegação chefiada… pelo próprio Portas. Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. Para o ministro Aguiar-Branco sobra agora o papel de coveiro. Cabe-lhe a indigna tarefa de tentar lavar a imagem de Portas e enterrar o assunto

Por: Paulo Morais, professor universitário

 

Mais uma vez alertamos para os fermentos do retrocesso que aos poucos nos vão aniquilando.

É imperioso e urgente que nos unamos para fazer Portugal!

publicado por 59abc59 às 16:17

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