E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Vão poucos dias que comemorámos o dia em que nos foi restituída a liberdade e nos foram abertas as portas para um mundo mais justo, solidário e fraterno.

Hoje, pretendemos com a publicação de um poema de Florbela Espanca e um vídeo com um tema cantado por Celina da Piedade, homenagear a região que tanto amamos – ALENTEJO

Espero que gostem.

 

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte 
A planície é um brasido... e, torturadas, 
As árvores sangrentas, revoltadas, 
Gritam a Deus a bênção duma fonte! 

E quando, manhã alta, o sol posponte 
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, 
Esfíngicas, recortam desgrenhadas 
Os trágicos perfis no horizonte! 

Árvores! Corações, almas que choram, 
Almas iguais à minha, almas que imploram 
Em vão remédio para tanta mágoa! 

Árvores! Não choreis! Olhai e vede: 
- Também ando a gritar, morta de sede, 
Pedindo a Deus a minha gota de água! 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

VÍDEO

CEIFEIRA

 Amorim Lopes

publicado por 59abc59 às 13:33

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