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DÁDIVAS

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

DÁDIVAS

12
Mai15

TRILHOS DO BREJO – PASSEIO PEDESTRE

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Com o intuito de dar a conhecer belezas existentes nos vales e encostas do Bando do Castelo/Santos, a Associação de Freguesias de Aboboreira, Mação e Penhascoso, realizou nos Trilhos do Brejo um passeio perdeste.

Com a visita do sol e temperatura agradável, o passeio decorreu de acordo com a programação definida e com a presença de mais de 400 pernas.

passeio no bando 001.jpg

 

Depois de a organização apresentar o percurso, dar algumas sugestões, os passeantes partiram ao encontro da natureza. Passámos por uma lagoa, apalpámos as torres produtoras de energia e pudemos vislumbrar as belezas paisagísticas que nos foram oferecidas pelo Miradouro do Bando. Neste local, as forças foram reajustadas com umas sandes, fruta, sumos e água do brejo.

O percurso terminou com a passagem pelo alto do Castelo e o respetivo regresso às origens.

O salutar convívio, que teve a presença de pessoal do Alentejo, terminou com um agradável almoço, onde não faltou o presunto. O canto “achaparrado” cantado na ponta final do evento, fez a saudável união de todos os presentes.

Tiramos o chapéu à Organização!

Mação continua a ter vida!

VÍDEO

 Amorim Lopes

 

09
Mai15

AMIGOS DE MAÇÃO NO ALTO MINHO

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O grupo “Os Amigos de Mação”, viajou no 1º fim de semana de Maio até ao Alto Minho.

A viagem, onde a sã camaradagem não faltou, decorreu dentro do que foi planeado, sempre com a presença de um guia, que nos explicou em pormenor a história cultural, gastronómica, religiosa e popular, dos vários lugares por onde passámos.

Durante os três primeiros dias do mês, percorremos uma vasta área da qual destacamos:

Paredes, a Quinta da Aveleda; Felgueiras, a casa histórica do Pão de Ló de Margaride; Soajo, os espigueiros e uma eira comunitária; Barragem do Alto Lindoso; Senhora da Penha; Melgaço, visita ao solar do vinho Alvarinho e à Feira; Monção, visita ao Palácio da Brejoeira;

No último dia, visitámos Valença; Em Vila Nova de Cerveira vimos o Aquamuseu; por último, em Vila do Conde, visitámos o Museu Alfândega Régia e a Nau Quinhentista.

No final da viagem, todos acharam por bem empregue o tempo despendido.

VÍDEO

Amorim Lopes

07
Mai15

GUERRA JUNQUEIRO EM 1896 ESCREVE ALGO SOBRE PORTUGAL

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Em 1896, quando já são passados um século e 19 anos, Guerra Junqueiro faz um retrato do País, que no seu todo, é a imagem por nós vivida neste Portugal de Abril.

Infelizmente para todos nós e para os que outrora aqui moraram, o País, foi e continua a ser injusto, corrupto, com grandes desigualdades sociais e onde, por vezes, a solidariedade é substituída pela ganância.

É “linha de gente”.

Sempre foi assim e sempre assim será, até um dia em que o POVO acorde, se una, encha de coragem, e com a garra e toda força que tem, ouse construir um mundo novo.

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TEXTO

 "Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, umMOSTRAR de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
UmPODER legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu noPARLAMENTO, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
               

Guerra Junqueiro, 1896.

Temos esperança que Portugal vai acordar!

Amorim Lopes

 

06
Mai15

DUARTE MARQUES NA RTP2

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Duarte Marques, deputado pelo distrito de Santarém, maçanico de “alma e coração”, esteve no programa Página 2 da RTP a falar sobre o caso BES.

Teve uma boa postura, claro nas ideias que apresentou e mais uma vez, como tem sido hábito, mostrou que não é “gago”.

Segue vídeo com a entrevista que lhe foi feita.

VÍDEO

Amorim Lopes

05
Mai15

DIAS LOUREIRO, O EMPRESÁRIO BEM SUCEDIDO

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José Sócrates, pelo que fez e que é do nosso conhecimento, está em prisão preventiva.

Dias Loureiro, depois de se ter envolvido no “Caso BPN”, nada lhe aconteceu. Convém referir, que derivado à sua exemplar conduta, teve que agarrar nas malas e ir para Angola. Será que foi “desbravar novos mundos”?

Presentemente foi elogiado pelo nosso 1º Ministro – Passos Coelho.

Será que tudo isto é justiça ou tem “politiquice” à mistura?

Amorim Lopes

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Na procura de casos de sucesso, o primeiro-ministro não hesitou: Dias Loureiro é o exemplo do “empresário bem sucedido”. O povo, provavelmente, ainda não fechou a boca de espanto. Mas não tarda virá seguramente para a rua não só para admirar os magníficos resultados do empreendedorismo do ex-dirigente do PSD, como para agradecer a Pedro Passos Coelho por chamar a atenção para estes casos que são estimulantes para todos os que, à custa do seu talento, esforço e persistência, tentam ser empreendedores neste retângulo à beira-mar plantado.

O primeiro-ministro disse tão preclaras palavras na inauguração de uma queijaria em Aguiar da Beira. Pergunta o leitor: mas porquê numa inauguração de uma queijaria? Bom, provavelmente porque em período pré-eleitoral até queijarias se inauguram. Mas não só: o dono da queijaria é amigo de infância de Dias Loureiro, o tal empresário bem sucedido, que por sua vez é padrinho da filha do dono da queijaria.

Logo, não haveria melhor local para o primeiro-ministro enaltecer as qualidades do dr. Dias Loureiro: «conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos».

Relata o site do Expresso: Dias Loureiro é natural de Aguiar da Beira e foi secretário-geral do PSD, ministro e, mais recentemente, Conselheiro de Estado. Na sequência do escândalo BPN, de que tinha sido administrador, e de ter mentido ao Parlamento, acabou por se demitir de conselheiro de Estado e se afastar da vida política.

Sejamos justos: Dias Loureiro foi um excelente político e um dos pilares do chamado cavaquismo, que durante uma década governou o país. E foi tão importante na ascensão e na liderança política de Cavaco Silva, que o atual Presidente da República não só o escolheu para conselheiro do Estado, como depois teve imensa dificuldade em aceitar a sua demissão, quando era evidente que não tinha condições para continuar naquele órgão do Estado depois de se ter confirmado que tinha mentido ao parlamento.

A partir daqui todos podemos vir a ser exigentes e metódicos Dias Loureiros! E é desta massa que se fará então a economia desenvolvida e pujante que o primeiro-ministro nos vem anunciando com regularidade. Sigamos, pois, não o cherne, mas o dr. Dias Loureiro e o seu extraordinário exemplo de como vencer na vida.

E que foi dizer o dr. Dias Loureiro aos deputados? Pois que tinha ido avisar o Banco de Portugal quanto ao modelo de governação do BPN. E o que disse o então vice-governador do Banco de Portugal, António Marta? Pois que o dr. Dias Loureiro lá tinha ido para manifestar o seu incómodo com a vigilância e as sucessivas perguntas que o banco central vinha dirigindo ao BPN. E o que disse Oliveira e Costa, então presidente do BPN? O dr. Marta é que tem razão.

Ou seja, para além de empresário de sucesso, o dr. Dias Loureiro disse umas mentirinhas à comissão de inquérito que investigou o BPN. Nada de importante: são mais de 4 mil milhões de euros que os contribuintes estão a pagar com língua de palmo, por causa de negócios mal sucedidos, como aquele de Porto Rico, que deu com os burrinhos na água, apesar de ter sido brilhantemente conduzido pelo dr. Dias Loureiro. E lá se foram mais uns milhões, não se sabe para que bolsos.

Claro que a vida de um empresário bem sucedido é feita disto: investimentos que correm bem num lado, investimentos que correm mal noutro. A fibra de um empresário vê-se, contudo, pela sua capacidade de se levantar. E o dr. Dias Loureiro, esse gigante do empresariado português, levantou-se! Ó se se levantou! Entrou remediado na política, está hoje um homem muito bem instalado na vida, do ponto de vista dos cabedais, se me faço entender. E prossegue a sua carreira empresarial num mercado muitíssimo exigente do ponto de vista das regras, da supervisão, do emprego, da inovação: Angola. Tem obviamente todas as condições para ter novos e ainda mais sonantes sucessos.

Estamos pois de acordo: quais Belmiros, quais Soares dos Santos! Não há melhor exemplo de empresário bem sucedido neste país que Dias Loureiro. Sigamos, pois, todos o seu exemplo – começando de preferência por nos tornarmos acionistas de um banco que distribua crédito sem garantias nem registos e que tenha uma contabilidade paralela! A partir daqui todos podemos vir a ser exigentes e metódicos Dias Loureiros! E é desta massa que se fará então a economia desenvolvida e pujante que o primeiro-ministro nos vem anunciando com regularidade. Sigamos, pois, não o cherne, mas o dr. Dias Loureiro e o seu extraordinário exemplo de como vencer na vida.

 

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