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DÁDIVAS

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

DÁDIVAS

09
Fev12

AS TARTARUGAS VOLTAM A PRAIAS DE OMAN PARA DESOVAR

59abc59

No dia 26 de Janeiro, festejámos os anos, a acampar numa praia do sul de Oman, perto de Sur. Para lá chegar, depois de sair de Muscat, fizemos aproximadamente 400 km, dos quais, os últimos 10, num trilho em plena montanha, com acesso bastante íngreme e pedregoso.

Alcançado

o local, em plena praia, montamos as tendas, acendemos a fogueira, fizemos o jantar, que foi à base de grelhados e desenferrujámos a língua até de madrugada.

Depois surgiu o que muito ansiávamos. A visita à praia para ver as tartarugas a desovar. Munidos de lanternas com luz vermelha, lá fomos em silêncio e calmamente, à descoberta do que tanto ambicionávamos. Tivemos a felicidade de encontrar várias, nas covas a por os ovos. Noite muito curta, para o muito que podemos observar e que nos ajudou a enriquecer o nosso “Baú Cultural”.

Depois de nascer o sol, tivemos a sorte de encontrar uma tartaruga um pouco preguiçosa,

que um pouco tardiamente, regressou ao mar, proporcionando-nos as imagens que no final publicamos. Sobre o tema, como somos uns leigos na matéria, socorremo-nos de um texto que descobrimos na Net.

Período de desova, o nascimento dos filhotes e a vida adulta

“A única oportunidade em que uma tartaruga marinha pode ser observada é quando chega o período da desova. Entre os meses de Setembro e Janeiro, as fêmeas saem da água e vêm enterrar os ovos na praia. Depois de escolher o lugar do ninho ela limpa a areia e demarca o que os pesquisadores chamam de cama - uma área de areia de aproximadamente dois metros quadrados.
Só depois é que começa a cavar o ninho com as nadadeiras anteriores. No fundo, a cerca de 1m de profundidade, ela depositará de 100 a 120 ovos, cada um com o tamanho aproximado de uma bolinha de ping-pong. Quando termina a desova a tartaruga tampa o buraco com areia, usando as nadadeiras, compacta a abertura com o próprio corpo e retorna vagarosamente para a água.
Dentro da água as tartarugas são muito ariscas. Só pesquisadores experientes e ágeis conseguem capturá-las.

Depois de 45 a 60 dias os ovos começam a eclodir. Os filhotes nascem com aproximadamente 5cm de carapaça e 15g de peso e para chegarem à superfície, terão que escalar, uns sobre os outros, a distância que os separa da abertura.
Depois de 2 dias, quando emergem parece um formigueiro. Todos os filhotinhos saem de uma só vez, é como se brotasse tartaruga da areia.

Desprotegidos e indefesos, eles ficam a mercê dos predadores. O caminho entre o ninho e o mar é um campo minado. Nas praias virgens, os filhotes são devorados por aves, lagartos e caranguejos. Os que conseguem escapar partem desesperados para a água do mar, mas nem lá estarão totalmente a salvo. Outros predadores os aguardam sequiosamente.
As tartaruguinhas recém-nascidas têm energia acumulada suficiente para nadar pelo menos 24 horas sem parar, até encontrar um local seguro e farto em alimento. Os pesquisadores supõem que de cada mil filhotes apenas um ou dois irão chegar à idade adulta.
Do nascimento até a vida adulta, quando as tartarugas atingem a maturidade sexual, não se sabe exactamente o que acontece com elas. Esse período, que pode ser de dez ou mais, intriga os pesquisadores, e é historicamente conhecido como "ano perdido". Uma das coisas que se sabe é que as fêmeas, quando adultas, voltarão às mesmas praias onde nasceram, para desovar. Como elas conseguem reconhecer o local exacto, é outra questão que permanece mergulhada em denso mistério. Os cientistas supõem que os bichos tenham um olfacto extremamente desenvolvido para reconhecer o cheiro da areia. Pode ser. Mas há também outras possíveis explicações. Segundo uma delas, os animais se orientariam pela posição da Lua e das estrelas. A descoberta de partículas de ferro no cérebro das tartarugas ensejou outra teoria: elas se orientam por meio de um campo magnético, como as aves. O fato pode ser comprovado pelas rotas migratórias que elas empreendem pelos oceanos do planeta.”

Amorim Lopes



 

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