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DÁDIVAS

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

DÁDIVAS

06
Mar12

DAR MÚSICA PARA ACALMAR OS ÂNIMOS

59abc59

 

Está a fazer 100 anos que o Titanic, navio de passageiros com mais de 2200 pessoas a bordo, naufragou no Atlântico Norte, causando a morte a 1517 pessoas.

Hoje, Portugal com os olhos postos no trágico acontecimento de 15 de Abril 1912, também se encontra economicamente a naufragar num mar picado, com um rombo económico, que nos está a afundar lentamente e a levar o povo à fome, à miséria, à pobreza.

Há 100 anos, o capitão Smith mandava tocar a orquestra, para evitar que se instalasse o pânico entre os passageiros.

Cá, neste rectângulo no estremo sul da Europa, temos o comandante e a tripulação da nau em que nos encontramos, dizendo que tudo corre com normalidade... tudo estava previsto... que já se começa a ver ao longe uma pequena luz ao fundo do túnel, sinal que a bonança está prestes a começar a surgir!...

Na imprensa diária, vemos e ouvimos dizer com frequência que o desemprego está perto dos 15%, a pobreza está a aumentar, 1600 idosos morreram

em quatro semanas, os salários a diminuir, as pensões a baixar e o número de beneficiários da Segurança Social a reduzir. Na saúde, as urgências são um caos. Hoje, no hospital do Barreiro, um doente

entrou com problemas cardíacos, depois de ser observado, foi mandado para casa por não haver camas. Passadas poucas horas, veio a falecer na sua residência.

Será que tudo o que acabámos de referir, são sinais de que a bonança está prestes a vencer o tormentoso mar em que vivemos? Penso que não. Tal como o capitão Smith deu música aos passageiros, também os que nos governam, com o palavreado animador que  transmitem, nos vão adormecendo, acalmando, evitando que o pânico se instale entre nós.

O governo que deveria estar sereno e unido, para gastar todas as energias com a resolução dos problemas que nos afligem, começa a mostrar uma certa divisão. As guerrilhas internas caso "QREN" começam a surgir.

Para bem de todos, ainda não navegamos em águas geladas, pois temos vida, força, poder imaginativo e vontade para vencer as adversidades. Não navegamos em águas cálidas, pois temos a união, serenidade, a compreensão e sabemos sofrer o necessário para ajudar a construir um Portugal melhor e mais justo.

 Confiamos nos Homens e só esperamos, que estes não nos traiam. 

Todos juntos havemos de fazer Portugal.  

 

Amorim Lopes

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