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DÁDIVAS

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

DÁDIVAS

08
Fev15

É URGENTE MUDAR OS VENTOS PARA QUE SURJAM NOVAS VONTADES

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Nos últimos dias temos vindo a seguir com uma certa atenção, as tomadas de posição do nosso Governo e as reações da área governativa relativamente ao desenrolar dos recentes acontecimentos gregos. Para com os gregos a solidariedade é nula.

Na Grécia, temos um governo que se preocupa com o sofrimento do seu povo e tudo faz, para lhe aliviar o grau de sofrimento que ultimamente tem sido sujeito.

Por cá, Passos Coelho, tenta cumprir, satisfazendo as ambições, exigências, compromissos existentes para com a “teia financeira”, lançando o Povo nas “garras” da fome e da miséria.

Aconselhamos a ler o texto escrito por Moita Flores, hoje publicado no jornal Correio da Manhã:

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TEXTO

 

Lemos as notícias e é difícil de acreditar que a arrogância e cinismo podem conduzir um País pela estrada mais sinuosa da desgraça, quando outros, por nós, abrem janelas de oportunidades para sairmos do sufoco financeiro e económico em que nos encontramos. As reações do primeiro-ministro e de Pires de Lima aos esforços do governo grego para encontrar uma solução de menor sofrimento para o seu povo são, não só grosseiras, como revelam a sobranceria pesporrente própria de quem vive para o poder e pelo poder, completamente indiferente ao estado de miséria social, política e moral a que chegamos. Até o PS, que pareceu entender a janela de oportunidade que se abria com a vitória contra a austeridade, veio recuando, até revelar a mesma face cúmplice. Para esta gente importa ter o poder. Para esta gente nem há um vislumbre do que é o sofrimento, as mágoas, a desesperança. Tudo se passa só com um objetivo: financiar especuladores. Mais nada. Nem um grão de patriotismo na asa. Nem um sinal de amor ao País e às suas gentes que lhes alimentam as cumplicidades e a arrogância. Não é preciso ser especialista para perceber uma evidência: sem produzir riqueza, sem trabalho, não se liberta dinheiro para respeitar compromissos. Qualquer estúpido compreende isto. Se ganhamos cinco e temos de pagar oito, o único caminho é pagar juros e fazer crescer a dívida. Hoje percebe-se melhor o que pretende o governo grego. Quer tempo para pagar cinco, quer investir para ganhar oito e, desta forma, apaziguar a austeridade, aliviar quem sofre e pôr a Grécia a produzir. Quer dar esperança às suas gentes. Afinal de contas, a razão última do exercício nobre da política. Garantir àqueles que governam que o futuro vale a pena, que há no seu país um lugar para a coragem e a para a vida dos seus filhos e dos seus netos. Nada de novo trazem os gregos. João Cravinho há muito que vem defendendo este programa em Portugal. É um ilustre militante socialista, mas nem isso faz com que a sua voz seja ouvida pelos deuses de pés de barro que aspiram a ser poder a qualquer custo. A política de submissão e servilismo a que se dedicou o centrão político, ou como se gosta de dizer, os partidos do arco da governação, abandonou os portugueses à sua sorte, milhões à miséria, apenas para satisfazer predadores financeiros. A História os julgará, por mais eleições que ganhem, por este tempo em que chacinaram a esperança.

É urgente mudar os ventos para que surjam novas vontades!

Amorim Lopes

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