Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

DÁDIVAS

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

E agora é o acaso quem me guia. Sem esperança, sem um fim, sem uma fé, Sou tudo: mas não sou o que seria Se o mundo fosse bom — como não é!

DÁDIVAS

21
Jan14

PÁTRIA NOSSA QUE TÃO INDIGNOS FILHOS ESCOLHESTE PARA TE GOVERNAR

59abc59

Estamos a ser governados por gente que não olha a meios para atingir os fins. Aniquilar o Estado Social.

No poder, temos gente indigna, sem palavra, que dá o dito por não dito. Gente de coração gélido, que com uma frieza enorme, farpeia o pobre e explorado povo que outrora lhe entregou as rédeas do poder.

Governo que diariamente vai apunhalando este “retângulo” democrático, que à custa de muitos sacrifícios, sangue e luta, ousou, num florido dia de Abril nascer livre aos olhos do mundo.

Pela nossa humildade, passividade, tolerância aos sacrifícios que nos vão impondo, merecemos muito, mas nunca, gente com a “silhueta” apresentada no texto que seguidamente publicamos – Branco é Portas o põe,   da autoria de Paulo Morais, professor universitário, publicado no Correio da Manhã: 

Branco é, Portas o põe

 

Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. O ministro Aguiar-Branco o coveiro

Quando Paulo Portas, em 2004, enquanto ministro da Defesa e dos Assuntos do Mar, assumiu a tutela dos Estaleiros de Viana, prometeu a salvação da empresa. Mas, no momento em que esta é extinta e o seu património entregue a um dos grupos de pior reputação, ao grupo Mota, ninguém vem pedir explicações ao vice-primeiro-ministro.

Estando a empresa sob tutela do Ministério da Defesa, antevia-se um futuro promissor. Era previsível então que os Estaleiros recebessem encomendas de navios por parte da Marinha. Havia financiamento prometido, pois a Defesa dispunha de verbas avultadas, decorrentes de contrapartidas pela aquisição de submarinos aos alemães. Mas a corrupção que dominou este negócio originou o pagamento de ‘luvas’ e levou a que o governo português jamais tivesse exigido as legítimas contrapartidas. Com a corrupção nos ‘submarinos’, afundava-se a credibilidade de Portas. E o abandono dos Estaleiros de Viana constituía um dano colateral do escândalo. Ao fim de oito anos, nem encomendas, nem contrapartidas. Os Estaleiros de Viana foram abandonados à sua sorte pelo governo de que é vice-primeiro-ministro quem tinha prometido a salvação. Com a justificação de que não dispunha de verbas para viabilizar os Estaleiros, o atual detentor da pasta da Defesa, Aguiar-Branco, anuncia o seu encerramento e a entrega do seu património, sob forma de concessão, a um dos grupos económicos do regime. Inexplicavelmente, o mesmo governo de Portas, que tinha prometido o céu e a seguir tinha condenado os Estaleiros à morte, disponibiliza agora milhões… desde que estes sejam utilizados para pagar o funeral, ou seja, despedimentos.

Ao mesmo tempo, os gestores públicos que até aqui não conseguiam contratualizar encomendas, até se prontificam a transmitir aos novos concessionários os contratos relativos aos navios asfalteiros para a Venezuela. Mesmo que para isso tenham de ir prestar vassalagem ao governo corrupto da Venezuela, numa delegação chefiada… pelo próprio Portas. Portas tinha jurado salvar os Estaleiros, mas afinal foi o seu carrasco. Para o ministro Aguiar-Branco sobra agora o papel de coveiro. Cabe-lhe a indigna tarefa de tentar lavar a imagem de Portas e enterrar o assunto

Por: Paulo Morais, professor universitário

 

Mais uma vez alertamos para os fermentos do retrocesso que aos poucos nos vão aniquilando.

É imperioso e urgente que nos unamos para fazer Portugal!

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

MAIL

amorimnuneslopes@sapo.pt
Em destaque no SAPO Blogs
pub